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História Oral - Sonia (55 anos)

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História Oral - Sonia (55 anos)

História Oral aplicada com a Sra. Sonia de 55 anos

Ligação com a Árvore do Conhecimento: 
História Oral
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Comentários

#1

Andei pensando numa idéia com a TV (não sei se já tem isso, eu nunca vi, só sei da TV com internet).

Acabei perguntando para a Sr. Sonia sobre a TV, não como história oral e sim como uma conversa mesmo, para saber a opinião dela.

Inclusive preciso conversar com o Daron sobre isso. Acho que com essas entrevistas que temos, ja podemos ir rascunhando e tendo algumas ideias, como o Fred nos orientou no outro post.

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#2

Legal essa entrevista, Simone. Foi bem balanceada. Ela contou as histórias do interesse dela, você pediu pra ela contar histórias do seu interesse. Acho que um fator importante nessa relação foi esse momento que ela está vivendo de grande realização por ser uma tutora online e você estar justamente interessada nesse tipo de relação. Esse tema rendeu bastante na entrevista como contexto para discutir vários aspectos da relação dela com a tecnologia.

Esse medo de mexer é algo que outros entrevistados comentaram, mas ela deu algumas pistas mais concretas da origem do medo: os filhos dizendo "não mexe que vai estragar", as caixas de alerta com textos incompreensíveis, a possibilidade irreversível de apagar dados. Ela disse que está prestes a perder esse medo, de tanto que tem mexido.

Acho que valeria à pena investigar em entrevistas subsequentes e talvez até com outros entrevistados quando é que a pessoa sente que tem domínio sobre uma tecnologia e passa a perder o medo.

Ela deu uma dica sobre isso também: a repetição. Disse que aprendeu a aprender através do método decoreba. Repetir e anotar passo-a-passo. Me mostre como é, que eu faço igual.

Porém, ela reconhece que não é assim que a geração atual aprende a aprender. Como ela é pedagoga, valeria à pena perguntar mais sobre isso.

Minha hipótese é que o computador foi feito para um modelo de aprendizagem onde não existe um único caminho passo-a-passo, mas sim uma série de componentes que podem ser combinados para atingir vários resultados. A complexidade é muito maior!

Como pedagoga certamente ela deve ter uma sugestão de como fazer essa transição de um modelo para o outro, porém, se você perguntar isso em termos computacionais ela provavelmente não poderá te responder porque não domina essa linguagem o suficiente para pensar novas combinações. Você vê que quando se pergunta sobre o que viria depois, ela diz que não consegue imaginar nada mais avançado do que temos hoje. Ela chutou brincando a comunicação mental lá pelas tantas, mas você não explorou.
 
Se você quiser que ela participe de criação de cenários futuros, precisa criar uma ponte com uma linguagem e um campo que ela conheça o suficiente para fazer uma boa contribuição. Talvez uma analogia entre computadores e professores: "E se o computador fosse uma professora que lecionou no modelo decoreba por 30 anos e agora precisa aprender a lecionar por construtivismo, como você faria pra ajudá-la?" Talvez você possa até pedir que ela escreva no papel e tenha tempo para pensar consigo mesma, te entregue noutro dia.

Ela também já deu uma dica importante aí: a disponibilidade de amigos por perto. O celular aprende mais fácil do que o computador porque tem sempre alguém por perto que possa mostrar como faz. O computador fica em casa, quando ela está sozinha. Sorte que ela tem os filhos morando perto, mas imagine se o único contato que ela tem seja através de uma televisão com videoconferência?

Ela falou uma coisa importante: "o vídeo parece que é mais real, parece que a pessoa está falando com você". Que real é esse que ela está falando? Eu acredito que é a sensação de presença. Uma coisa contraditória que você não explorou é que ela falou que não precisa nem ficar sentada no sofá. Se não precisa ver a imagem porque a imagem é tão importante? Eu desconfio que tem algo a ver com o lance da fiscalização. São questões interessantes a serem melhor exploradas.

Conferências por vídeo em televisão é uma idéia antiga. Estou anexando uma notícia de 1955 anunciando um aparelho desses. Tem uma versão mais evoluída em 1968 também. Se não é uma realidade hoje é porque das duas uma: ou não encontraram uma boa aplicação ou não existe tecnologia suficiente para isso. Tecnologia não me parece problema hoje em dia. Com uma televisão moderna, posso plugar meu computador na entrada VGA da televisão, colocar a webcam no topo e usar o Skype na TV. Porque eu não faço isso?

  • 1955_sept_3_oakland_tribune_videophone.jpg
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