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A infância já não está

A infância já não está

A infância já não está

"Defuma com as ervas da Jurema..."

Quando entrei pra escola, entrei para o centro de umbanda.

Aprendi a ler e a encher cachimbos.

Peguei piolho, colocaram Neocid e um lenço branco na minha cabeça.

Aprendi a dança e cantar... " Oxaláaaa meu paaaaii, tem pena de nós tem dó

a volta do mundo é grande teus poderes são maioooó..."

Aprendi que o homem não presta.

Cuartito azul, dulce Morada de mi vida,
fiel testigo de mi tierna juventud,
llego la hora de la triste despedida,
ya lo vez, todo en el mundo es inquietud...
Ya no soy más aquel muchacho oscuro,
todo un señor desde esta tarde soy,
sin embargo, cuartito, te lo juro,
nunca estuve tan triste como hoy.

 

 
 
Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece
De repente
Como um desejo de eu viver sem me notar
Igual a tudo, quando eu passo
Num subúrbio
Eu muito bem, vindo de trem
De algum lugar
Aí me dá uma inveja
Dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar
São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada, escrito em cima
Que é um lar
Pela varanda, flores tristes
E baldias
Como a alegria que não tem
Onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito de eu não ter
Como lutar
E eu não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar


Link: http://www.vagalume.com.br/vinicius-de-moraes/gente-humilde.html#ixzz2a71hMvwQ

 

Foguete

Mariene de Castro

  • Autor: Roque Ferreira , J. Velloso
  • Álbum: Tabaroinha
  • Tantas vezes eu soltei foguete
    Imaginando que você já vinha
    Ficava cá no meu canto calada
    Ouvindo a barulheira
    Que a saudade tinha
    É como diz João Cabral de Mello Neto
    Um galo sozinho não tece uma manhã
    Senti na pele a mão do teu afeto
    Quando escutei o canto de acauã
    A brisa veio feito cana mole
    Doce, me roubou um beijo
    Flor de querer bem
    Tanta lembrança este carinho trouxe
    Um beijo vale pelo que contém

    Tantas vezes eu soltei foguete
    Imaginando que você já vinha
    Ficava cá no meu canto calada
    Ouvindo a barulheira
    Que a saudade tinha
    Tirei a renda da naftalina
    Forrei cama, cobri mesa
    E fiz uma cortina
    Varri a casa com vassoura fina
    Armei a rede na varanda
    Enfeitada com bonina
    Você chegou no amiudar do dia
    Eu nunca mais senti tanta alegria
    Se eu soubesse soltava foguete
    Acendia uma fogueira
    E enchia o céu de balão
    Nosso amor é tão bonito, tão sincero
    Feito festa de São João

    Cidade do Pé Junto

    Zeca Pagodinho

    Meu coração era uma rosa em botão
    Hojé é saudade
    Felicidade ao me ver nem tem assunto
    (bis)
    É que a saudade que eu sinto de você
    Meu grande amor
    Vai me levar pra cidade do pé junto
    Longe de ti
    A minh'alma veste luto
    Eu me pergunto como pude me entregar
    Eu que sorria, hoje vivo a chorar
    No meu pomar
    O amor que eu plantei não deu fruto
    É que a saudade...

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