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Textos do Experimento IV: Poéticas da Ausência

Textos do Experimento IV: Poéticas da Ausência

 

ESBOÇO TRAÇADO POR MARTIN DOMECQ DA ORGANIZAÇÃO DO EXPERIMENTO IV

(1) Travessias

(2) Forma (talvez com alguns textos-idade curtos)

(3) Dança-terra da ausência

(4) Forma transição (talvez com alguns textos-idade curtos)

(5) Monólogos / cenas canções / canções e tangos [isso é a parte que temos que reunir primeiro]

(6) Paulo Leminski

(7) Homenagens

(8) Dança-fogo

(9) Forma final

 

TEXTOS CONSTRUIDOS COM OS NÚMEROS DE PALAVRAS

 

APOENA SERRAT

TEXTO DA IDADE: "Todos os dias da minha vida, esperei por você. Esperei... Esperei... Esperei! E agora, eu me pergunto...Quando você vai chegar? Quando vai chegar? Vai chegar? Chega! Vou em sua busca!

 

BÁRBARA VIEIRA

TEXTO DA IDADE: "Ando, aumento o passo, mais depressa, corro, fujo de tudo, das lembranças, do futuro, de mim, de nós, fujo saueute, agora sou nada. Nada."

 

CESAR RASEC

TEXTO DA IDADE: "Maldito Deus, que me tirou vocês, me fez sentir dor, frio, maldito Deus. Que tirou tudo de uma só vez, sem dó nem piedade. Eu confiei em você. Eu te pedi tanto, implorei... Maldito Deus. Agora a casa vazia."

 

CLAUDIO VARELA

TEXTO DA IDADE: "Quando eu nasci, eu não estava lá. Eu me perguntava porque havia nascido. Eu nasci pra suprir uma falta. A falta de um filho. Como se um filho pudesse salvar um casamento. Mas não salvou. E hoje somos três solitários..."

 

DU VADO JR.

TEXTO DA IDADE: "Eu acho um absurdo aqui, na minha cidade natal, Salvador, crianças pelas ruas abandonadas, governantes magnatas gastam dinheiro que poderia ser usado em educação nos próprios projetos. Ô mundinho de merda!" 

 

EDUARDO COITINHO

TEXTO DA IDADE: "Ainda dói e parece que nunca vai parar de doer. Foi ontem. Um buraco. E ainda dói. Um buraco. Não. Buraco."

 

GUSTAVO BEZERRA

TEXTO DA IDADE: E assim é a vida: você nasce, cresce e vive. Nessa vivência conhece pessoas. Pessoas que vem, que vão. Algumas ficam, outras não.

 

MARCIA RIBEIRO

Texto da Idade: Innsônia
Às vezes tenho insônia.
Acordo no escuro. 
Não é medo.
Ouço o som do silêncio.
Penso que sinto falta de alguma coisa
que ficou no passado.
Então percebo que me angustia
o que não existirá no futuro.

 

MIRIAN SAMPAIO

Texto da idade: A infância já não está

"Defuma com as ervas da Jurema..."
Quando entrei pra escola, entrei para o centro de umbanda.
Aprendi a ler e a encher cachimbos.
Peguei piolho, colocaram Neocid e um lenço branco na minha cabeça.
Aprendi a dança e cantar... " Oxaláaaa meu paaaaii, tem pena de nós tem dó
a volta do mundo é grande teus poderes são maioooó..."
Aprendi que o homem não presta.

 

PATT DE CARVALHO

Texto da idadeEu sempre pensei que eu não sentia a sua falta, eu continuava com meu sorriso largo a minha alegria falsa...e foi então que eu descobri que a falta que existia em mim, era a ausência que eu tinha de você.

 

SONIA LEITE

TEXTO DA IDADE: "Janela"

Hoje eu não brinquei
Subir na janela
Sentei.
Olhei
A chuva  caiu, caiu,
Muita chuva
Muita chuva!
A terra molhou,
Eu vi
O barro rolou, rolou
Eu vi, eu vir
Não queria ver
Mas eu vi, não queira ver, mas eu vi!
Queria ver a montanha azul
Do outro lado da montanha
Mas eu vi
Gritos,  gritos                                                                                                                                                      o barro desceu
Gigante, gigante!
A chuva caindo
A chuva parou
Gotejou
Lagrimas,  lagrimas                                                                                                          
Eu vi
Enxadas, PA, pedaços   de pau. Unhas, muitas....
E veio seu, Raimundo, D. Maria, seu José, seu Balbino,seu Antonio,
Seu Chico,,,,,,
E lagrimas, muitas lagrimas, eu vi . Silencio. Morte!

 

TIAGO QUERINO

TEXTO DA IDADE: A gente gostava sempre de pular o quintal dos outros. Manga era a nossa fruta preferida. Porque ela é graúda e docinha. Um dia o bicho pegou.

MÚSICAS ESCOLHIDAS POR CADA INTEGRANTE

 

APOENA SERRAT

MÚSICA: ROSA DE HIROSHIMA, DE NEY MATOGROSSO

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

 

CESAR RASEC

MUSICA: TANGO PRA TEREZA, DE NEY MATOGROSSO

Hoje alguém pos a rodar
Um disco de Gardel no partamento junto ao meu
Que tristeza me deu
Era todo um passado lindo
A mocidade vindo na parede me dizer para eu sofrer
Trago a vida agora calma
Um tango dentro d'alma
A velha história de um amor que no tempo ficou . . .

Garçon ponha a cerveja sobre a mesa
Bandoneon toque de novo que Tereza
Esta noite vai ser minha e vai dançar
Para eu sonhar . . . .

A luz do cabaré já se apagou, em mim
O tango na vitrola, também chegou ao fim
Parece me dizer
Que a noite envelheceu
Que é hora de lembrar
E de chorar . . . . .

 

CLAUDIO VARELA

MUSICA: PEDAÇO DE MIM, DE CHICO BUARQUE
"Oh, pedaço de mim Oh, metade afastada de mim Leva o teu olhar Que a saudade é o pior tormento É pior do que o esquecimento É pior do que se entrevar
Oh, pedaço de mim Oh, metade exilada de mim Leva os teus sinais Que a saudade dói como um barco Que aos poucos descreve um arco E evita atracar no cais
Oh, pedaço de mim Oh, metade arrancada de mim Leva o vulto teu Que a saudade é o revés de um parto A saudade é arrumar o quarto Do filho que já morreu
Oh, pedaço de mim Oh, metade amputada de mim Leva o que há de ti Que a saudade dói latejada É assim como uma fisgada No membro que já perdi
Oh, pedaço de mim Oh, metade adorada de mim Lava os olhos meus Que a saudade é o pior castigo E eu não quero levar comigo A mortalha do amor Adeus"

MARCIA RIBEIRO

MÚSICA 1: POEMA
Letra: Cazuza
Música: Frejat

Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro 
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo 
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança 
E o medo era motivo de choro 
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei 
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro 
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim 
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa 
Morna e ingênua 
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito 
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás
 
MÚSICA 2: GENTILEZA, DE MARISA MONTE
apagaram tudo 
pintaram tudo de cinza 
a palavra no muro 
 ficou coberta de tinta 
apagaram tudo 
pintaram tudo de cinza 
só ficou no muro 
 tristeza e tinta fresca 
nós que passamos apressados 
pelas ruas da cidade 
merecemos ler as letras
 e as palavras de gentileza 
por isso eu pergunto
 a vocês no mundo 
se é mais inteligente
 o livro ou a sabedoria 
o mundo é uma escola 
a vida é o circo 
amor palavra que liberta 
já dizia o profeta

 

MIRIAN SAMPAIO

MÚSICA 1: Gente Humilde - Vinicius de Moraes 

Tem certos dias
Em que eu penso em minha gente
E sinto assim
Todo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece
De repente
Como um desejo de eu viver sem me notar
Igual a tudo, quando eu passo
Num subúrbio
Eu muito bem, vindo de trem
De algum lugar
Aí me dá uma inveja
Dessa gente
Que vai em frente
Sem nem ter com quem contar
São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada, escrito em cima
Que é um lar
Pela varanda, flores tristes
E baldias
Como a alegria que não tem
Onde encostar
E aí me dá uma tristeza
No meu peito
Feito um despeito de eu não ter
Como lutar
E eu não creio
Peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar

MÚSICA 2: Foguete - Mariene de Castro

Tantas vezes eu soltei foguete

Imaginando que você já vinha
Ficava cá no meu canto calada
Ouvindo a barulheira
Que a saudade tinha
É como diz João Cabral de Mello Neto
Um galo sozinho não tece uma manhã
Senti na pele a mão do teu afeto
Quando escutei o canto de acauã
A brisa veio feito cana mole
Doce, me roubou um beijo
Flor de querer bem
Tanta lembrança este carinho trouxe
Um beijo vale pelo que contém

Tantas vezes eu soltei foguete
Imaginando que você já vinha
Ficava cá no meu canto calada
Ouvindo a barulheira
Que a saudade tinha
Tirei a renda da naftalina
Forrei cama, cobri mesa
E fiz uma cortina
Varri a casa com vassoura fina
Armei a rede na varanda
Enfeitada com bonina
Você chegou no amiudar do dia
Eu nunca mais senti tanta alegria
Se eu soubesse soltava foguete
Acendia uma fogueira
E enchia o céu de balão
Nosso amor é tão bonito, tão sincero
Feito festa de São João

MÚSICA 3: Cidade do Pé Junto - Zeca Pagodinho

Meu coração era uma rosa em botão

Hojé é saudade
Felicidade ao me ver nem tem assunto
(bis)
É que a saudade que eu sinto de você
Meu grande amor
Vai me levar pra cidade do pé junto
Longe de ti
A minh'alma veste luto
Eu me pergunto como pude me entregar
Eu que sorria, hoje vivo a chorar
No meu pomar
O amor que eu plantei não deu fruto
É que a saudade...

 

PATT DE CARVALHO

MUSICA: SAMPA de CAETANO VELOSO

Alguma coisa acontece no meu coração

Que só quando cruza a Ipiranga e Av. São João

É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi

Da dura poesia concreta de tuas esquinas

Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim Rita Lee

A tua mais completa tradução

Alguma coisa acontece no meu coração

Que só quando cruza a Ipiranga e avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto

Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto

É que Narciso acha feio o que não é espelho

E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho

Nada do que não era antes quando não somos mutantes

E foste um difícil começo

Afasto o que não conheço

E quem vem de outro sonho feliz de cidade

Aprende depressa a chamar-te de realidade

Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas

Da força da grana que ergue e destrói coisas belas

Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas

Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços

Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba

Mas possível novo quilombo de Zumbi

E os Novos Baianos passeiam na tua garoa

E novos baianos te podem curtir numa boa

 

SONIA LEITE

MUSICA: CANTO TRISTE, DE EDU LOBO

Porque sempre foste a primavera em minha vida
Volta pra mim,
Desponta novamente no meu canto,
Eu te amo tanto...mais, te quero tanto mais
Há quanto tempo faz, partiste.

Como a primavera que também te viu partir
Sem um adeus sequer
E nada existe mais em minha vida
Como um carinho teu...como um silêncio teu
Lembro um sorriso teu...tão triste

Ah, Lua sem compaixão, sempre a vagar no céu
Onde se esconde a minha bem-amada?
Onde a minha namorada...
Vai e diz a ela as minhas penas e que eu peço

Peço apenas

Que ela lembre as nossas horas de poesia,
Das noites de paixão,
E diz-lhe da saudade em que me viste
Que estou sozinho...
Que só existe meu canto triste...
Na solidão

 

TIAGO QUERINO

MUSICA: DEBAIXO DOS CARACÓIS DOS SEUS CABELOS, DE ROBERTO CARLOS

Um dia a areia branca
Seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar
Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora
Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho
Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar de um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade de ficar mais um instante

TANGOS

EDUARDO COITINHO

TANGO: Naraujo En Flor

"Era más blanda que el agua

que el agua blanda
Era más fresca que el río,
naranjo en flor
Y en esa calle de estío,
calle perdida,
dejó un pedazo de vida
y se marchó.

Primero hay que saber sufrir,
después amar, después partir
y al fin andar sin pensamiento.
Perfume de naranjo en flor,
promesas vanas de un amor
que se escaparon en el viento.

Después, qué importa del después
Toda mi vida es el ayer
que me detiene en el pasado
Eterna y vieja juventud
que me ha dejado acobardado
como un pájaro sin luz.

Que le habrán hecho mis manos?
Que le habrán hecho,
para dejarme en el pecho
tanto dolor?
Dolor de vieja arboleda,
canción de esquina,
con un pedazo de vida,
naranjo en flor."

 

GUSTAVO BEZERRA

TANGO: Volver

"

Yo adivino el parpadeo
de las luces que a lo lejos,
van marcando mi retorno.
Son las mismas que alumbraron,
con sus pálidos reflejos,
hondas horas de dolor.
Y aunque no quise el regreso,
siempre se vuelve al primer amor.
La quieta calle donde el eco dijo:
"Tuya es su vida, tuyo es su querer",
bajo el burlón mirar de las estrellas
que con indiferencia hoy me ven volver.

Volver,
con la frente marchita,
las nieves del tiempo
platearon mi sien.
Sentir, que es un soplo la vida,
que veinte años no es nada,
que febril la mirada
errante en las sombras
te busca y te nombra.
Vivir,
con el alma aferrada
a un dulce recuerdo,
que lloro otra vez.

Tengo miedo del encuentro
con el pasado que vuelve
a enfrentarse con mi vida.
Tengo miedo de las noches
que, pobladas de recuerdos,
encadenan mi soñar.
Pero el viajero que huye,
tarde o temprano detiene su andar.
Y aunque el olvido que todo destruye,
haya matado mi vieja ilusión,
guarda escondida una esperanza humilde,
que es toda la fortuna de mi corazón.

Yo adivino el parpadeo
de las luces que a lo lejos,
van marcando mi retorno.
Son las mismas que alumbraron,
con sus pálidos reflejos,
hondas horas de dolor.
Y aunque no quise el regreso,
siempre se vuelve al primer amor.
La quieta calle donde el eco dijo:
"Tuya es su vida, tuyo es su querer",
bajo el burlón mirar de las estrellas
que con indiferencia hoy me ven volver.

Volver,
con la frente marchita,
las nieves del tiempo
platearon mi sien.
Sentir, que es un soplo la vida,
que veinte años no es nada,
que febril la mirada
errante en las sombras
te busca y te nombra.
Vivir,
con el alma aferrada
a un dulce recuerdo,
que lloro otra vez.

Tengo miedo del encuentro
con el pasado que vuelve
a enfrentarse con mi vida.
Tengo miedo de las noches
que, pobladas de recuerdos,
encadenan mi soñar.
Pero el viajero que huye,
tarde o temprano detiene su andar.
Y aunque el olvido que todo destruye,
haya matado mi vieja ilusión,
guarda escondida una esperanza humilde,
que es toda la fortuna de mi corazón."

 

MIRIAN SAMPAIO

Tango: Cuartito Azul

"Cuartito azul, dulce Morada de mi vida,
fiel testigo de mi tierna juventud,
llego la hora de la triste despedida,
ya lo vez, todo en el mundo es inquietud...
Ya no soy más aquel muchacho oscuro,
todo un señor desde esta tarde soy,
sin embargo, cuartito, te lo juro,
nunca estuve tan triste como hoy."

 

 

TEXTOS DOS POEMAS DE PAULO LEMINSKI

 

APOENA SERRAT

POESIA: Hai

Eis que nasce completo
e, ao morrer, morre germe,
o desejo, analfabeto,
de saber como reger-me,
ah, saber como me ajeito
para que eu seja quem fui,
eis o que nasce perfeito
e, ao crescer, diminui.

 

BÁRBARA VIEIRA

POESIA: FALTA O TÍTULO

"Foi tudo muito súbito, tudo muito susto, tudo assim como a resposta. Fica quando chega a pergunta, esse isso meio assunto que é quando a gente está longe e continua junto." 

 

CESAR RASEC

POESIA: OLINDA WISCHRAL

pessoas deviam poder evaporar
quando quisessem
não deixar por aí
lembranças pedaços carcaças
gotas de sangue caveiras esqueletos
e esses apertos no coração
que não me deixam dormir

 

CLAUDIO VARELA

POESIA: Profissão de Febre

"quando chove, eu chovo, faz sol, eu faço, de noite, anoiteço, tem deus, eu rezo, não tem, esqueço, chove de novo, de novo, chovo, assobio no vento, daqui me vejo, lá vou eu, gesto no movimento.
Fiz um trato com meu corpo. Nunca fique doente. Quando você quiser morrer, eu deixo."

 

CHRIS VIEIRA

POESIA: Fantasma da ópera

"Nada tenho. Nada me pode ser tirado, eu sou o ex estranho, o jato se foi sem fazer nenhum ruído."

 

DU VADO JR.

POESIA: FALTA O TÍTULO

"No instante do entanto diga minha poesia e esqueça-me se for capaz siga e depois me diga quem ganhou aquela briga entre o quanto e o tanto faz".

PATT DE CARVALHO

POESIA: OLINDA WISCHRAL

pessoas deviam poder evaporar
quando quisessem
não deixar por aí
lembranças pedaços carcaças
gotas de sangue caveiras esqueletos
e esses apertos no coração
que não me deixam dormir

TIAGO QUERINO

POESIA: HEXAGRAMA 65

Nenhuma dor pelo dano.

Todo dano é bendito

Do ano mais malígno,

Nasce o dia mais bonito.

1 dia,

1 mês,

1 ano.

TEXTOS DAS CENAS PROPOSTAS

CENA 01: MEMÓRIAS

PROPOSTA DE: TIAGO, SONIA, IANA E MÁRCIA

Três memórias maternas distintas de um mesmo homem.

CENA 02: PARTIR

PROPOSTA DE: MÔNICA, CHRIS E PATT

Separação entre três mulheres que sofrem profundamente com o partir.

CENA 03: PERCEPÇÃO DA MUDANÇA

PROPOSTA DE: CLAUDIO, ANDREIA FABIA E GIZA

Cotidiano quebrado por mudanças.

CENA 04: ALÔ

PROPOSTA DE: FRANKLIN ALBUQUERQUE

Indivíduo preso que tenta cominicar-se por telefone com alguém.

CENA 05: FALA COMIGO

PROPOSTA DE: GUSTAVO E ANDREIA FABIA

Duas pessoas em mundos individualizados das distrações mundanas tentam comunicação por telefone.

CENA 06: PEDAÇO DE MIM

PROPOSTA DE: CLAUDIO

A solidão de um indivíduo e suas lembranças.

CENA 07: O JANTAR

PROPOSTA DE: GIZA, IANA E CEZAR

Indivíduos de uma família não se relacionam em plena refeição, apenas através da morte de uma mosca.

CENA 08: ÚLTIMO DESEJO

PROPOSTA DE: CHRIS, DU VADO, BÁRBARA.

Um homem, sua sombra e sua ánima na solidão.

CENA 09: UM LUGAR QUE EXISTIA

PROPOSTA DE: APOENA, MONICA E EDUARDO.

Três pessoas em busca de um lugar que deixou de existir.

 

CENA 10: O BOI

PROPOSTA DE: SONIA LEITE

Olha o boi chorando! 
Boi sente,
Boi chora
Ai dor!...
Boi chora a morte de outro boi
A terra ainda vermelha
Molhada
Sangrada
Ai dor!...
A dor é tanta , que chifre grande enficou
fundo
Na terra
Naquele lugar
Boi sangrou
Chorou
Saudade o boi morto
Boi  endoideceu
Já não houve boiada que segue
La diante
Ladeira que vai
He, he, heeee, boi!....
Vaqueiro chama
He. He boi 
Boi chora!
Ai!!.....dor! Boi chorou! Chorou!
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