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Morte de William

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Morte de William

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Cena – 1

Lindberg um dos criados da casa dos Frankenstein vai até a cozinha onde Wilma uma das cozinheiras da Mansão prepara alguns bolinhos para os convidados.

Lindberg: E então esses bolinhos sai ou não sai?

Wilma: Que tanta fome é essa? Você não pode esperar não?

Lindberg: Já é a terceira vez que eu venho aqui e esses bolinhos não estão prontos.

Wilma: Primeiro que esses bolinhos nem para você é. Segundo fale baixo comigo.

Lindberg: Eu não estou falando alto.

Wilma: Está sim que eu não sou maluca.

Lindberg: Eu não falei alto. Eu falei baixo com você.

Wilma: Está falando alto sim. E se continuar, os bolinhos vão direto pra sala, você não vai comer nada.

Lindberg: Está bom, está bom. Já estou falando baixo.

Silêncio. Ela vai verificar se os bolinhos estão prontos.

Wilma: E como é que está o negócio lá dentro?

Lindberg: Um entra e sai danado. Toda hora eu tenho que levar alguém pra casa. Água então, eu já levei pra mais de uns 20 copos.

Wilma: Não poderia ser pior.  Eu vi ele nascer sabia?

Lindberg: Eu sei. Eu também vi.

Wilma: Você já trabalhava aqui naquela época?

Lindberg: Eu já. Não lembra de mim não é?

Wilma: Lindberg....Lindberg, você e esse seu jeitinho. Ali era um menino de ouro.

Lindberg: Mimado feito o cão.

Wilma: Inteligente. Esperto.

Lindberg: Chato. Não podia ver nada que queria mexer.

Wilma: Já estava de namorada e tudo.

Lindberg: Eu bem sei qual era a namorada dele.

Wilma: Você não sabe nada, implicava com o garoto, isso sim.

Lindberg: Claro. Ele nunca me deixou descansar na minha hora de almoço.

Wilma: Mas você almoçava.

Lindberg: E a disgestão fica onde!?

Wilma: Ah Lindberg, o menino nasceu para ser Doutor.

Lindberg: E nós nascemos para o quê?


Cena – 2
Victor e Clerval chegam a Genebra, mas os portões estão fechados. Decidem passar a noite em Secheron, uma aldeia situada a uns dois quilômetros e meio dali. Eles resolvem passar no local do assassinato do adorado William.

Clerval: Adorável criança tão querida, agora repousa junto com sua mãe. Aqueles que o viram, alegre e radiante em sua meninice, hão de chorar essa perda prematura!

Victor: Ele só tinha nove anos.

Clerval: Calma Victor.

Victor: Era só uma criança.

Clerval: Não adianta mais. Reserve suas poucas energias para os infelizes que choram a sua morte.

Victor: William, meu anjo querido! Este é o seu funeral.

Victor percebe na escuridão, um vulto que saiu furtivamente detrás de um grupo de arvores perto deles.

Victor: O que é que ele faz aqui? Será que foi ele?

Clerval: Ele quem?

Victor: Você viu?

Clerval: Só vejo movimentos nos arbustos.

Victor: Nenhum ser humano poderia ter matado aquela adorável criança. Foi ele.

Clerval: Ele quem Victor? O que é que você está falando?

O vulto foi embora e tudo fica calmo

Victor: Junte suas coisas. Daqui apouco amanhece. Já já os portões estão abertos. Quero chegar cedo em casa.

Cena - 3

Um Investigador entra na cozinha perguntando por Justine.

Investigador: Boa noite.

Wilma/Lindberg: Boa noite.

Investigador: Onde se encontra Justine Moritz?

Wilma: Justine foi na casa de Madame Cléssia pegar uns panos de mesa.

Investigador: Ela disse que ia demorar?

Wilma: Não. Disse que voltava em uma hora.

Investigador: Qual a relação de Justine com a casa?

Lindberg: Porque tanta pergunta? Quem é o senhor?

Entra um policial

Policial: Senhor Oliver, encontramos a acusada perto de um celeiro na propriedade dos Persson.

Investigador: A réu está bem?

Policial: Como o senhor pediu, sem ferimentos.

Investigador: Com licença senhores.











 

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