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Tchxa Diversidade.

Tchxa Diversidade.

Pontos: 1

Bom Dia queridos,

Nossa, quanta saudades...

Eitcha Cobertura boa de pessoas boas, e lá vem JATOBÁ, com encaminhamentos pra gente que tava lá, quando EDUARDO falava, ow tinha notícia boa ow tinha notícia má...

E SANDRO, ô menino animado, tava sempre com suas meninas tentando se ajeitar, DENYS com sua paciência, e sotaque marcado, vinha sempre de todos os lados querendo ajudar...

EUGÊNIA mulher menina, com sorrisão largo, cobrando de todo mundo às contas do pagamento, pra gente num reclamar... CAMILA profissioná, com fotos de todos os cantos tinha sempre o que falar...

Se no mar tem rei, no corais tem o príncipe JAY...

Eita PÂMELA cearense arretada, menina de madrugada vinha sempre a conversar. E lá vem de DF, STEPHANY toda bonequinha, pro nordeste encantar, BIANCA morena bonita, inteligente que só ela, vivia a reclamar...

ISA com seus olhos doces tava sempre a procurar, notícias a publicar. PATRICIA chegou, e com ela veio ODYR, caladinhos por ali, se chegando, se chegando que doeu vê-los partir...

E de SP veio LUCIANO, e do RIO veio CARLOS, txha meninos bacanas fotografando e encantando... quase morro de rir com nosso amigo ZÉ VIANA...

MARINA morena você se pintou, marina, vc faça tudo, mas faça o favor, não pinte esse rosto que eu gosto e que é só meu, MARINA, vc já é bonita com que Deus lhe deu... 
NATÁLIA tão meiga, que se ia, no fim da tarde voltava trazendo alegria...

Poucas vezes vimos LUIZ, manso, calmo, tava sempre gravando, gravando, e de tanto gravar, gravou nos olhos azuis a cidade de Natá e ficou foi por lá...

Eitcha Gaúcho danado, esse PC que ficava na rádio, dando o brilho Afro e todo seu gingado...

DANIEL meu fi, saquela rádio falasse, pera que rádio fala, falava pra toda teia, que vc hora e meia, mandava seu recado... E com POLIANA ao seu lado o negócio ficava arretado...

E lá das Cananéias veio um neguinho arretado, com seus dreads enrolados, editando, fotografando e dançando, veio CLEBER CHIQUINHO arrebentando...

Nunca vi Baiano tão calmo, mas com aquela maquina na mão, vinha FLAVIO REBOLÇAS, agitando o coração, tirando da TEIA uma nova canção...

TIAGO falava tanto, que quase não se escutava, mas bastava um vídeo e toda sua voz se espalhava.

VERIDIANA, mulher bonita, cheia de luz e de vida, pra cá ela veio, com todos seus devaneios, entrevistando e encantando todos os teianos...

SÍLVIO meninão, tudo pra ele tava bão, só queria trabaiá, e vê a teia brilhar.

GECÍOLA veio de lá, de lá dasoutras teia pra esse povo driblar...

E escute bem o que vou dizer, NÁDIA vai aparecer, para vc num esquecer que foto e vídeo são com ela que vai ficar se não ela vai te cobrar... 

Um vinha de lá outro vinha de cá, e dois Breno Surgiu na Teia da Diversidá....

ALEXANDRE, filmador, tem todo nosso louvor.

De cara gostei dele, HIPÓLITO chegou chegando, parece que em outras vidas a gente já se conhecia...

E como não podia deixar de aqui falar, de MÃE não podemos reclamar, tinha MÃE BETH DE OXUM, para todos alegrar com canções e rimas de laskar...

E de NATAL, que coisa boa foi ter  junto do nosso lado, CRISTALINA E RODOLFO, potiguares arretados... preai pro num esquecer a RAISSA DOURADO...

Eu DAYANE só posso agradecer por ter do meu lado, pessoas que me a de valer, e aprender e aprender...

OBS. Oi galera, vamos deixar algumas sugestões para analise da teia por nosso olhar, críticas etc...

Desculpa ter esquecido alguém... xerusss

Comentários

#1

Coisa linda, Daya; Obrigado. Emocionado.

Agora é regurgitar a enchurrada de informações, saberes e ganhos, desfazer as malas, e aguentar a saudade;

E não é que Florianópolis é uma cidade fria pra k....? . Saudade do calor melequento, do chinelo com bermuda, da tapioca na matina;

O pau vai comer; O pau comeu.

Deixo dois videoszinhos experimentais, improvisados, pra desfrutar.

Felicidades a todos, sempre.

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v3.avi146.4 MB

#2

Minha mãe Beth e meu amigo Hipólito, já estão aqui também...

#3

Meus amigos de mundo!

ainda não consegui por o pé no chão e não quero não! Hoje acordei em casa sem reconhecer minha casa, sem me reconhecer!

Meus amigos! os tambores, o coco, os tremores, os temores, os gritos estão dentro de mim.
Minha mente, meu corpo esta espalhado, esta se reconectando no espaço que nem mais sei qual é!

Vocês tão no meu coração, cada um, cada especificidade de ser humano, de energia, de vontades que encontrei lá e que agora ta em mim! quero mais disso, quero mais d´ocês!

xêro aqui de floripa!
abraços quebra-ossos pra quem eu não dei e pra quem eu dei, mando mais um!.

#4

Valeu Daya, guerreira de primeira. Bjão

#5

Nossa Day, que sensibilidade linda você tem minha querida!!! Estava comentando justamente sua sensibilidade para a Pati hoje de manhã. Tiveram várias pessoas que não encontrei pra dar um abraço de despedida bem forte!

Gente, esse evento todo, todas as situações, tudo o que ocorreu, foi permeado de coisas tão fortes, que mexeram com minha raíz, minha alma, meu inconsciente mais profundo, minha estrutura mais rígida que se abalou com a vibração de um Brasil tão pesado que caiu forte e me esmigalhou por inteiro. Depois de quarta-feira, quando comecei a ver os mestres, os índios e artistas, fazendo suas apresentações e ao mesmo tempo reivindicando seus direitos, comecei a sentir-me sem passado e sem futuro, parecia que aquele momento era tão único e tão rico que tomava todo o espaço de noção temporal que tenho de meu ser, quase como se eu fosse uma alma vagando... bom, tem gente que explica isso como sendo fome, exaustão e falta de dormir, com certeza isso influenciou muito hahahaha, mas pra mim, só ajudou a enfatizar minha trip, que foi grande e olha que não fumei nem meiozinho com a galera, mas parece que comi um cogumelo dos baita hahaha.
 
Na Teia eu vi pessoas que, mesmo com enorme diversidade entre si, sentem, se arrepiam, que se questionam, possuem a mesma lógica, racionalidade e que vibram na mesma frequência. Ainda é tudo muito recente, estou tentando prever quando terminarão os flashbacks que ando tendo, mas espero que nunca acabem. As vezes lembro de frases dos mestres, de rostos indignados de índios, fragmentos de pés no chão... nem consigo diferenciar mais o que vi na tela da câmera, o que ouvi por headphone, o que vi pelo olhar do Flávio, ou pelo olhar do Breno, do Alexandre... e o que vi ao vivo com meus próprios olhos. As vezes sinto que tem alguém editando ao vivo em minha cabeça e jogando o preview da coisa em meus olhos por uns instantes. São tão fortes os fragmentos que sinto a vibração do batuque dos Moçambiqueiros levantarem arrepios em minha pele, vejo um rosto em superclose de um mestre gritando por respeito e caem lágrimas de meus olhos, de repente vejo que não estou lá naquele momento e começo a enxergar o local em que realmente estou. A Teia foi como um alucinógeno muito forte, enquanto estava lá, sob efeito absoluto, me sentia nas nuvens, sem chão, observando coisas surreais, dignas de sonhos e pesadelos, agora que acabou seu efeito principal, me deixou cheio de flashbacks, lindos, mas quase que aterrorizantes pela força e poder com que chegam e entram sem bater em minha consciência.
 
Uma coisa muito linda foi ver que a equipe comunicação colaborativa era composta de pessoas que tenho certeza que sentiram tudo isso profundamente também, pessoas preocupadas com a divulgação da arte, da cultura e principalmente de seus representantes e de suas reivindicações. Isso por que eram também, os próprios comunicadores, artistas e representantes culturais e entendiam profundamente as palavras e expressões da Teia. Foi tanta a sintonia entre alguns comunicadores, que silenciosamente tiveram exatamente o mesmo despertar e percepção da situação da comunicação colaborativa. Conversando com várias pessoas no sábado, percebi que aquilo que senti na quarta-feira a tarde, várias pessoas sentiram também, no mesmo momento,na mesma quarta-feira, sem sequer conversarem a respeito, talvez se que se não fosse Marina, que expressou de forma incrivelmente precisa exatamente o mesmo sentimento na reunião da noite de quarta, o coletivo não teria gritado em uníssono como gritou nessa Teia. Isso foi incrível e me arrepiou mais uma vez.
 
É destes flashbacks que também falo, eles se mixam e reeditam minha mente, as vezes vejo a Marina chorando e abraçada com dois mestres com seus rostos marcados pelo tempo e seus olhos de profundo conhecimento, nem sei se realmente presenciei isto, ou se isto foi algum remix mental.
 
Só sei que são arrepiantes e muito bons estes flashbacks, tenho tanto medo de que esmaeçam que estou começando a anota-los para não perdê-los.
 
Deixo aqui, abaixo, as palavras que lembro, como um dos flashbacks provavelmente remixados, de Mestre Curió em seu primeiro discurso no chão do palco ao lado da tenda. 
 
muito obrigado a todos, bjos em vossas almas,
Odyr 
 
"A cultura e a arte vieram antes do estado e agora eles vem querendo usar a gente, que fazemos a arte, que fazemos a cultura... nos tratando desse jeito, nos usando, nos dando migalha, dando a ponta da corda e depois cobrando tudo de volta e ameaçando nos enforcar... literalmente... como eramos enforcados quando escravos... será que essa abolição, lá de 1800, foi de verdade? Ou foi feita só de aparência... que governo é esse, que estado é esse, é a arte que é do estado ou o estado que é da arte? A cultura nunca precisou do estado pra existir ou se criar, é o estado que não vive sem cultura, é o estado que não existe sem a arte!" 
 

#6

Namaste.

Valeu por  tudo,  achei o maximo  essa  turma,  gente  nova me  enche  de  alegria  e possibilidades  de  construirmos  um  mundo  mais  do  nosso  jeito..

Chuva de  luz!!!

PS....Continuo  em  Natal,  na  casa  da  Dona  Gracinha, aqui  na  Ponta  Negra, onde consegui  deposi de dias  comer  um  comidinha  caserira, simples e deliciosa, em  dois  estarei  em  BSB -DF se  tiver  alguem por  la  dos  dias  29  ao  dia  02  gostaria  de trocar  ideias.

Mukuale.

#7

opa!

ô, dayane, que massa essa lembrança das características de cada um, tão sutilmente observadas! valeu pela disposição, pela presença que se propunha; pela compreensão quando do incompreensível. e valeu muito a presença e olhar de cada um, tentando se afinar e caminhar junto. a teia deixa em nós muitas vozes que não temos acesso quando do cotidiano e as vozes são as de nós mesmos, veja só! falas constantemente caladas, mas que resistem e que se fazem ouvir. e não porque alguém cedeu um espaço, mas que foi ocupado a partir de muita luta. e é bonito demais ver isso. dá mais força e instiga de agirmos localmente e em rede! que a gente encontre mais motivos para nos vermos, trabalharmos e transformar juntos ;)