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agenda de tarefas

Ajuda

agenda de tarefas

Queridos livrianos como o tempo é curto, estou propondo esta agenda de tarefas:

  • Para segunda 22 de julho, todos ter assistido o filme de Doris Dorrie. 
  • Para terça 23 de julho, trazer duas ou três canções brasileiras relacionadas com ausencia.
  • Para cuarta 24 de julho, preciso que um dos livranos antigos preparei um pequeno informe sobre a dança Butho. (Dez minutos mais ou menos)
  • Para quinta feira 25 de julho, preciso que todos tenham incluido alguma expreção idiomática em português relacionada com a ausência no texto colaborativo.
  • Para o sábado 26 de julho, trazam de algum lugar de Salvador que vocês relacionem com o tema da ausência. Tomem essa foto com boa qualidade de imagem. Pensem que poderia ser projetada. Vou criar uma etiqueta aqui para que poçam postar as fotos com algum comentario.

Um abraço grande

Martin

Comentários

#1

Um pouco de Butoh

http://m.

#2

Linda e fortes, as imagens

#4

Ausência

Vinicius de Moraes

Eu deixarei que morra em mim
o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar
senão a mágoa de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença
é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto
existe o teu gesto e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim
como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar
uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne
como nódoa do passado
Eu deixarei...
tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite
e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa
suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só
como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém
porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar,
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente,
a tua voz ausente,
a tua voz serenizada.

#5

Ausência Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus
                                                                            [braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos Drummond de Andrade, in 'O Corpo'

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