Memorial - Tainá Marjore - 27.08.2014

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Hoje cheguei ao Vila às 14 horas curiosa, me perguntando como seria o último dia de experimento e como finalizaria. Reencontrar todos os colegas foi bom e espero revê-los sempre que possível.

Na primeira atividade, pegamos os instrumentos e tocamos da mesma forma de segunda-feira. Então tive um tempinho pra treinar e entender melhor aquele instrumento e claro, a emoção de ouvir o som se encaixando novamente é muito boa. Utilizamos o som e a respiração para relembrar o personagem. Eu estava segura do que ia fazer, tinha criado meu personagem com diversos detalhes, porém, quando ouvi as palavras e a expressão de quem estava ao meu redor, captei que a maioria se expressava com tristeza, dor, cansaço e revolta, ao contrário de mim que optei por um personagem otimista e energético.

Quando cada pessoa começou escolher alguém para demonstrar e passar a emoção, enquanto as outras permaneciam no lugar, por segundos achei que não iria manter a energia que estava dentro de mim, devido à respiração forte, mas o olhar em quem estava próximo me ajudou a equilibrar, assim as mãos formigaram e suaram menos. Fui pega de surpresa, pois primeiro a Ramile me passou um semblante de cansaço e tristeza, então preparei palavras para incentivá-la o que tinha tudo a ver com meu personagem, porém na hora de utilizar as palavras para se expressar quem veio a mim foi o David, com palavras totalmente diferentes, fiquei meia sem saída, mas consegui responder e acho que isso me fez sair um pouco do meu personagem, pois ao me dirigir a outro colega ele também falou algo que não imaginaria, mas, não me incomodei tanto, isso ajuda no aprendizado.

Ao fim dos exercícios, permaneci pensativa “e agora, como será? Como será a seleção?”. Percebi que estavam todos satisfeitos e encantados com o ar do Vila, com vontade de ficar, assim como eu, mas infelizmente nem todos podem devido a outros compromissos. Como havia dito no final do experimento de hoje, desses três dias produtivos, vi a importância do olhar, como concentrar melhor e manter a energia. Estou feliz por essa oportunidade ótima de participar da Oficina, com bastante vontade de aprender e viver mais o Teatro e tudo que o envolve. Agradeço a Marcio Meirelles, aos integrantes da Livre e aos meus futuros colegas, por este experimento inesquecível. 

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