Pular navegação

Memoriais de 1º setembro à 10 de setembro Lelia Carvalho Vila

Ajuda

Memoriais de 1º setembro à 10 de setembro Lelia Carvalho Vila

Etiquetado:

Memorial, Resumo Oficina 25/08/14 ,26/08/14 e 27/08/14.

Participar da oficina de Universidade Livre de Vila Velha é um retorno, uma volta ao mesmo tempo, inovadora, surpreendente ao universo teatral. Após 5 anos de afastamento.

Impressionante como nesses três dias de oficina, reacendeu, reconectou em mim tudo que já vivi, senti, experimentei no teatro de forma tão rápida e intensa após esses anos de afastamento. É como se esse tempo, essa ‘’saída de cena’’ tivesse sido rápida, onde a sensação do tempo se torna muito subjetiva.

Mesmo com a minha pequenina vivência no teatro, todos os exercícios da oficina foram inovadores, simplesmente nada, nada havia vivido antes e o fato de estar mais madura, mais adulta, me faz observar, refletir tudo que vivi nesses dias com muito mais maturidade do que antes.

Em três dias, já refletir a importância da respiração, ritmo, harmonia, concentração, domínio em sair e entrar na dinâmica do exercício e personagem rapidamente, a diferença entre fazer e mostrar, a importância de receber estímulos dos colegas e dar estímulos de volta.

A dinâmica com a turma que esta iniciando junto comigo, com a turma anterior e Marcio foi extremamente harmoniosa e feliz! O que vivi e troquei em três dias com todos, não vivi em anos com outras pessoas, graças a entrega, a conexão e o amor que todos possuem ao teatro.

Fico imensamente feliz por começar a fazer parte da oficina. Ingressar na Universidade Livre será um “divisor de águas” na minha vida. O desafio de conviver com pessoas diferentes, o dever de colaborar com esse importante patrimônio público de Salvador, a oportunidade de crescer e exercer a profissão de atriz.

 Sinto que o Villa Velha esta passado por novos tempos, onde temos muito que absorver, mas também muito a dar e é essa troca que nos eleva como atores, colaboradores e cidadãos.

Vamos nessa!

Que assim seja! Amém! Axé!

Memorial, Oficina Livre, Segunda-feira, 01/09/14.

Tivemos 1ª atividade com Nando Zambia, onde colocou a panturrilha de todo mundo pra doer! Rsrsrs

Começamos expressando na roda o que cada um sabia e achava sobre a religião e cultura candomblé. O que foi bastante interessante. Senti a turma liberta de julgamentos e preconceitos sobre o assunto. Logo após, começamos com as dinâmicas com dança Afro.

Outro diferencial nessa aula pra mim, foi a presença da música. Tiago, Cláudio e Franklin tocaram instrumentos, onde foram essenciais para entrega dos exercícios envolvendo dança.

Nando trabalhou com ritmo, harmonia, presença de palco e improvisação. Amei toda a aula, principalmente na parte da improvisação. Fizemos uma roda e uma dupla de cada vez, ficava dentro da roda, improvisando. Exercitávamos o nosso corpo e falávamos o nosso nome como uma reação ao exercício que estávamos fazendo, com o auxílio de Nando. Em especial, essa parte foi bem interessante, aprendi o quanto que o movimento do corpo ajuda na improvisação em cena.

Memorial Oficina Livre, Terça-feira, 02/09/14.

Nesse dia, a turma foi apresentada ao sistema Corais por Tiago, Gilberto e Jatobá.

De início, pra mim foi um impacto. A informação de que tínhamos que pagar um” banco de horas” com outras atividades dentro do vila e detalhar tudo isso no Corais foi impactante. Tinha uma outra impressão. Sabia que na oficina da livre, passaríamos por todas as áreas do teatro, ou seja, não somente o palco. Mas não imaginava que isso seria como um banco de horas e sim uma extensão da oficina. O que não quer dizer que não foi interessante, pois a “ficha caiu” totalmente de que sou uma nova integrante da Universidade Livre de Vila Velha e tenho que colaborar pra isso. Não somente eu como todos, de forma coletiva e transparente .

O corais me apresentou algumas dificuldades. Estou cadastrada, mas não recebi o convite por e-mail, constando a senha. Isso pra mim foi bem chato, por que senti uma dependência de ficar lembrando aos colaboradores em resolver esse problema.

Fiquei mais aliviada quando uma colega me informou que posso acessar o Corais.org, fazer o cadastro e pedir para que alguém da página da Universidade Livre me adicione. Ufa!

Ainda estou “digerindo” o Corais, me adaptando ao sistema literalmente.

 Memorial Oficina Livre, Quarta-Feira, 03/09/14.

Nesse dia fomos apresentados a todo o espaço Vila Velhos por Yam, Marcos, Tiago e Cláudio.

Muita informação para um dia só.

Começamos com a sala João Augusto. Local onde ocorre ensaios, atividades de teatro, dança, música e algumas apresentações de cena. A sala possui iluminação simples para teatro e armários onde estão armazenados muitas roupas e acessórios de figurinos. Yam enfatizou a necessidade de catalogar esses figurinos e essa atividade pode ser paga pelo “banco de horas”.

Logo após, fomos ao 1º camarim. Depois a sala Mário Gusmão, onde possuem armários com figurinos, acessórios e materiais do bando de teatro Olodum. Também é necessário catalogar.

Depois conhecemos o 2º camarim.

Em seguida fomos para produção. Lá tem um pequeno espaço separado por uma porta , onde por dentro fica um “aparelho” que produz “fumaça” (uma substância química antitóxica e antialérgica ) que vai direto para o palco para efeitos em peças teatrais.

Depois nos direcionamos ao “cabaré”. Um café-teatro, um espaço para apresentações musicais, peças teatrais, recitais de poesias e cenas.

Depois fomos ao memorial. Lá possuem muitos, muitos livros de teatro, mais que a própria escola de teatro da Ufba, onde também é necessário um catálogo e uma possível organização para alugueis de livros apenas para colaboradores, e integrantes da Universidade Livre de Vila Velha.

Logo após fomos ao fodiêr, a recepção do teatro. Onde também foi lembrado que podemos pagar o banco de horas com serviços na portaria, recepção.

Depois ao estúdio Vila, onde antes era um camarim e foi reformado para este propósito, todo material audiovisual do Vila Velha é editado e armazenado neste estúdio. Se alguém precisar de algum vídeo guardado lá, faz uma cópia e entrega. Mas jamais o original sai da videoteca. O banco de horas também pode ser pago com atividades lá.

E por fim, o teatro Vila Velha, onde vimos o palco que possuem várias possibilidades de “montagens” dando o grande diferencial ao Vila Velha, não sendo apenas um teatro Italiano. O local é espaçoso, paredes com ondulações para evitar eco, e cor preta para evitar reflexo de luzes. O teatro possui 8 metros de altura. Marcos mostrou parte de som e iluminação, muuuiiita informação!!! Porém fantástico! Parabenizo os profissionais da área de iluminação. É uma responsabilidade imensa. Eu,  Ramile, Antenor e Paulo atravessamos uma ponte que fica lá no alto do teatro. Foi um desafio, mas foi tranquilo e divertido!

Retornamos a sala João Augusto, onde Cláudio fez  duas dinâmicas. 1ª foi difícil, todos diziam em uma palavra a imagem que cada um passava para o grupo. O início deu um medo, mas fiquei muito feliz quando só ouvi palavras positivas. Fiquei muito feliz com a imagem que passei para o grupo. Espero que essa imagem se mantenha sempre! Rsrsrs .A 2ª dinâmica, foi cada um escolher um colega pelo olhar e imaginar uma personagem e história para esse colega. A turma tem uma imaginação fértil. Saiu histórias bem interessantes e noção de perfil para personagens.

No final, fizemos uma roda e cada um falou o que achou da apresentação de todo o espaço Vila Velha. Fiquei aliviada porque tanto Cláudio como Tiago, informaram que essa apresentação era apenas para termos uma noção de tudo e não que futuramente assumiríamos responsabilidades técnicas de som e iluminação em uma futura peça. A não ser que alguém tenha cacife pra isso. Rsrs Apesar de tanta informação, como escrevi antes, foi um dia ótimo, me senti inserida no Vila Velha, me senti uma integrante.

Memorial, Oficina Livre, Quinta-feira, 04/09/14.

Era pra ser o dia de produção cultural e Rede virtual. Mas acabou sendo diferente. Fomos a Sala João Augusto, conduzidos por Cláudio e Tiago.

Começamos com uma dinâmica muuuiito divertida! Uma “brincadeira de pega-pega”. Muitas rizadas! Em alguns minutos voltamos a infância, a galera ficava desesperada! No bom sentido! Ninguém queria sair da brincadeira! Rsrs e com a prática entendemos que essa “brincadeira” ensinava muita coisa! Noção e atenção de espaço, de pessoas ao redor, memoria dos nomes dos colegas e dicção na hora de falar, ou melhor, na hora de projetar a voz, chamando o nome de outra pessoa. Foi muuuito Legal!!! Torço que repitam mais vezes!!

Depois houve outra dinâmica. Envolvia atenção no olhar do outro, de espaço e pessoas ao redor. Fizemos um circulo, onde todos se olhavam e no olhar, uma 1ª pessoa escolhia outra e elas trocavam de lugar sem deixar de se olhar até a troca do lugar ter sido completa sem falar uma palavra e assim sucessivamente. Muito bom também.

Após essa dinâmica, Cláudio e Tiago separaram a turma em 4 grupos e entregou a cada grupo uma cena diferente da peça Macbeth, autoria de Shakespeare. Todos tiveram um tempo de ler, e entender um pouco, muito vago a ideia de cada cena. E depois disso, cada grupo tinha que improvisar, e atuar o que entendeu. Cada grupo com cada Cena. Saiu coisas muito interessantes e divertidas. Tão divertidas que Cláudio expressou que é muito comum cairmos na comédia besteirol, devido a nossa cultura, nossa “baianidade”, teremos que nos esforçar para sair dessa tendência.

Depois das apresentações, cada grupo de atores ficava apenas ouvindo as impressões da plateia composta pelos colegas. O ensinamento é que ator não tem que justificar. Fez a cena, pronto. Já foi. Não tem como mudar a impressão ou alterar a compreensão da plateia. Ator não tem que justificar a cena.

Pessoalmente entendi que não preciso falar tão alto como se estivesse na sala do Tca, Rsrsrs e prestar mais atenção no sotaque baiano, diminuir no caso, o sotaque.

Claúdio pediu para que resumíssemos em uma palavra como foi o dia da atividade. A palavra que escolhi foi risada. Escolhi essa palavra devido todas as dinâmicas terem sido muito divertidas e a atuação muito engraçada de um colega. Tive que me controlar muito em cena para não rir. Como sempre, mais um dia de novos e importantes aprendizados.

Memorial, Oficina Livre, Sexta-Feira, 05/09/14.

Nesse dia o colaborador foi Franklin. Começamos com um exercício bem interessante. Envolvendo respiração e estímulos do corpo e voz através da respiração. Tive um pouco de dificuldade no momento em que foi determinado, depois de muitas respirações profundas, prender a respiração e só soltar quando sentir necessidade. Não consegui tampar a respiração. Fechei a boca, tampei o nariz com os dedos, mas nada. Não prendia a respiração totalmente. Porém muitos outros colegas conseguiram.

Depois foi a atividade de corpo. A intenção era movimentar o corpo sem pensar, fluir naturalmente sem intenções e sem repetições, foi bem legal. Após, escolhíamos um colega e cada dupla criava três movimentos e ampliava esses três movimentos. Cada dupla apresentou esses movimentos para turma, nisso Franklin ensinou nossa postura enquanto assistíamos as apresentações, comparando nossa preparação na cochia, antes de entrarmos em cena durante uma peça, foi bastante pertinente.

Logo após, houve dinâmicas de voz, onde todos soltaram a voz na roda e depois andando pela sala variando os sons. Logo, fomos conduzidos em  dupla emitir os sons criados e caminhar em harmonia com o colega. Cada dupla apresentou ao grupo.

Depois toda turma foi separada em 3 grupos, onde cada grupo criava um movimento e caminhava em direção ao outro grupo. No momento em que nos aproximávamos, um grupo imitava o movimento do outro e vice-versa. Em seguida cada grupo ficou responsável por uma função. Um em criar música, outro somente corpo e outro somente som. Me perdi um pouco nessa atividade, eu mesma acabei escolhendo som e assim o grupo tentou algo, mas não fomos muito criativos e estávamos um pouco perdidos. Depois de cada grupo ter criado sua música, movimento e som, todos ao mesmo tempo fazia suas apresentações. Até que o grupo da música se dirigia ao grupo do movimento onde no momento da aproximação o grupo do movimento imitava o grupo da música e sucessivamente com o grupo do som. Pelo que percebi todos ficaram perdidos, sem entender o objetivo desse exercício em questão.

Em seguida fizemos uma roda, onde todos diziam um palavra, tempo depois alguém tinha a iniciativa de entrar dentro da roda e contar um história com essa palavra, improvisar. A 1ª palavra que saiu foi sol, a colega entrou na roda como uma personagem, falando notas musicais, em seguida Franklin interrompeu dizendo que não era pra ela entrar como personagem, e sim sendo ela mesma contando uma história. A colega encenou como se tivesse realizando uma aula. Depois o grupo falou outra palavra e logo em seguida outro colega entrou. Franklin interrompeu novamente dizendo ao colega que ele foi muito rápido, era pra dar um tempo mínimo e depois entrar. Logo após algumas pessoas da turma ficaram sem entender em qual momento a 3ª pessoa entrava na roda, a 1ª saía. Isso gerou muitas interrupções até que todos concluíram que estávamos querendo acertar sem errar. Então que nós permitíssemos errar até chegar ao acerto. E assim deu certo. Com o porém de que todos entraram como personagens e fizemos muito pouco devido ao tempo.

E para concluir, a última atividade foi a repetição das mesmas cenas no dia anterior de MacBeth. Devido as faltas de algumas pessoas da turma, apenas dois grupos puderam refazer as cenas. Porém de forma diferente com muitas interrupções de Franklin incentivando mais verdade e mais intenção. Todos sentiram um impacto, um choque, um diferencial na “metodologia” de Franklin. Desde o inicio da semana foi entendido que a proposta era deixar-nos mais livres, mais soltos. E com Franklin foi diferente. Quando eu mesma questionei as interrupções, ele próprio explicou que não interrompia e sim dava estímulos para o ator colocar mais verdade em cena e outras possibilidades de realizar a cena. Eu e outras pessoas entendemos o ponto de vista dele.

Algumas pessoas do grupo argumentaram que não devemos sentir mais esse “choque”, que cada colaborador tem sua “metodologia” e que devemos estar receptivos e preparados para isso. Concordo.

Confesso que precisei reavaliar meu comportamento. Fiquei impaciente e inquieta. De fato, esse erro me fez refletir que a partir de agora ficarei mais neutra e mais receptiva as propostas de cada colaborador(a).

Se a “metodologia” de Franklin não condiz com a proposta da livre, não cabe a mim julgar. E como disse uma colega do grupo, é nessas horas que devemos ter mais humildade.

Memorial, Oficina Livre, Segunda-Feira, 08/09/14.

A tarde começou ma-ra-vi-lho-sa! Foi o meu primeiro contato com o Yoga. Aula com Anita Bueno. Fique muito feliz por ter conseguido realizar todos os exercícios. De início, senti desconforto nas costas, mas depois com os alongamentos, foi tranquilo. No final, Anita conduziu um relaxamento e meditação. Foi incrível. Nunca relaxei tanto! Foi revigorante. Todos terminaram a aula zen.

Em seguida, chegaram nossos queridos colaboradores Cláudio e Tiago. Mudando tudo! Realizamos exercícios que exigiam atenção com os colegas ao redor e noção de espaço. Depois, outra dinâmica com interpretação. Estimulando o sentir e não o mostrar. Onde todos eram guerreiros chegando da guerra e observando qual guerreiro ao lado seria parceiro ou possível inimigo e um som que expressasse esse tipo de personagem que cada um construiu caminhando pela sala. Depois nos aproximamos dos colegas que tinham um som parecido, formando um grupo de 4 pessoas e logo após, foi proposto uma criação de cena envolvendo som de um instrumento e uma frase do texto de Macbeth determinado por Tiago.

O meu grupo fez uma cena bem bacana. Todas foram muito criativas, participativas, tivemos uma interação ótima. Agora tenho que admitir que Jéssica, formada em interpretação teatral, colaborou bastante com sua experiência e conhecimento para o nosso grupo. Tainá alertou na determinação do final da cena. E Nina em deixar claro o início, meio, e final da cena. Tudo foi criado pensando e fazendo. Misturamos os sons das nossas vozes, o som do instrumento e movimentos de corpo. A nossa frase de Macbeth, expressava alguém dando uma ordem, pensamos em 4 guerreiros, chegando, obedecendo essa ordem e fazendo um grito de guerra.

As impressões dos colegas foram bem interessantes. Gostei da parte que acharam que todas nós éramos almas. Teve gente que achou que estávamos carregando um corpo e outros acharam que éramos um corpo só. Bem legal.

As cenas dos outros colegas foram bem diferentes. Cada um com suas expressões e criatividades. Quando tínhamos que falar e criticar de forma construtiva as cenas dos colegas, eu misturei tudo! Acebei falado como eu faria e não o que faltou na cena. Entendi isso e preciso então colocar em prática.

Concluímos o dia, com a presença de Marcio. Ele quis saber nossas impressões da livre na 1ª semana que passou. Todos expressaram isso. Logo após, ele conversou com a gente. Falou um pouco da forma como ele dirige, que pra ele também será uma certa novidade dirigir nossa turma, já que nunca trabalhamos antes; Do que ele busca do teatro, onde pelo que entendi, Marcio busca marcar a plateia. Que algumas cenas, fiquem marcadas na memória da plateia pro resto da vida se possível. E essa cena impactante, que marca, estimular a plateia sempre ir ao teatro. Também falou da importância de adaptar o teatro ao século XXI. Adaptar com as modernidades, para sempre atrair plateia. Outra opinião dele, foi quando, pelo que entendi, a atriz, o ator tem que ter uma “ideologia”. Uma razão, que o move em fazer teatro e expressar ideias. E “n” outras coisas. Terminamos com a maravilhosa notícia de que nossa colega Cecília esta grávida! Ficamos todos felizes e emotivos com essa novidade!

Memorial, Oficina livre, Terça-feira, 09/09/14.

O dia dos estímulos. Fomos avisados em levar uma camisa preta, de preferência de malha. Ao chegarmos no vila, Claudio fechou as portas da sala João Augusto e minutos depois uma pessoa de cada vez foi entrando. Quando chegou a minha vez, a sala estava escura, com um som lírico, deixando um clima todo especial. Cláudio cobriu meus olhos com a blusa preta, fiquei sem enxergar nada! E me conduziu a um espaço dentro da sala e pediu em voz baixa para eu me deitar no chão. Assim fiquei. Foi um momento de total relaxamento, tentei ficar sem pensar em nada, me concentrando apenas na música. Logo após, ouvi uns sons diferentes. Ouvi um som de riacho, de forma intensa tanto no meu ouvido direito, quanto o esquerdo. Depois sons de sapos. Isso estimulou minha imaginação, me senti no meio da floresta à noite, muito verde e estrelas no céu. Sai da realidade totalmente.

Depois em voz baixa, Cláudio pediu para ficar em pé. E começou o estímulo do sentido do tato. Primeiro tive a sensação de uma bucha de fibra vegetal para banho na minha perna e braço, depois um pincel. Logo após, colocaram na minha mão uma espiga de milho rs , artificial. Depois colocaram meus dedos numa substancia cremosa, gelatinosa e depois limparam. Curiosa, cheirei minha mão e tive a sensação de que era patê de presunto. Rs

Logo após, veio os estímulos do olfato. Teve cheiro de Hipoglós rs, lavanda, palito de caixa de fósforo riscado, incenso.

Depois foram os estímulos do paladar, misturado com tato! Rsrs Por que os nossos queridos colaboradores colocaram comida em nossas bocas! Colocaram Pasta de dente! Rs Biscoito Wafer sabor chocolate com morango, mostarda, chocolate, licor, acho que de sabor Tamarindo.

E por fim, a continuação do estímulo do tato. Uma mão feminina tocou nos meus ombros, cintura, perna. Depois trocou. Toquei cabelos, braços, pernas percebi que era minha colega Mari. Depois, não sei se foi Cláudio ou Tiago, me conduziu para tocar outra pessoa, quando percebi, tinha muitas pessoas ao meu redor, todos se tocaram com respeito. Foi uma sensação diferente, nunca tinha passado por isso antes.

No final do exercício, fizemos uma roda e todos expressaram o que acharam da dinâmica. Cláudio perguntou no que essa atividade de estimular todos os sentidos poderia ajudar para o trabalho da atriz e ator. Pra mim, foi a consciência de ter confiança no colega e passar essa confiança. E também a depender da peça, “a deixa” de uma cena para outra pode ser um cheiro, uma luz, um toque e ficarmos atentos a isso. Gostei também da observação do colega Antenor, ele argumentou que em algumas cenas, podemos estar “fingindo” que estamos comendo ou bebendo e temos que ser convincentes. Essa dinâmica, exercita em passar essa verdade em cena.

Depois Claudio e Tiago separou nossa turma em três grupos e propôs a cada, realizar uma cena passando as sensações que tivemos da dinâmica. O grupo no qual fui inserida foi com Mari, Miau e Thame. Tivemos no início um desencontro de ideais, mas no final chegamos num consenso. Imaginamos 3 bruxas desfazendo um feitiço de um homem, através do aguçamento dos sentidos dele. Acrescentamos também instrumentos musicais para dar mais energia à cena. As críticas construtivas que recebemos foi não soltar risadas caricatas de bruxas, não dar informação tão mastigada ao público. Expressar essas bruxas por outros caminhos, aproveitar melhor o espaço e cuidado com a tendência hollywoodiana. As cenas dos outros grupos também foram muito boas. Já sinto e percebo rapidamente uma evolução na turma.

Memorial, Oficina Livre, Quarta-feira, 10/ 09/14

Dia de dança afro! Com Nando Zâmbia! Não. Dia de dança afro com Fabíola, irmã de Nando. Nesse dia ela assumiu a dinâmica. Foi ótimo! Tivemos a presença de uma percussionista que deu todo o clima.

Fabíola começou com um alongamento ritmado. Em contagem de 8 segundos cada. Pescoço, ombro, braços, quadril, pernas, costas e tornozelo. Estimulando concentração e memória. Depois separou 4 grupos e realizou dinâmicas com esse alongamento.

Logo após acrescentou “passos” de dança afro e estimulou que cada um dançasse no seu estilo e ritmo permitindo a turma liberdade, desinibição e  prazer em dançar.

Em seguida, retornamos aos mesmos grupos e Fabíola, propôs a gente criar 4 passos inspirado nos movimentos  que fizemos com ela. Após a criação dos passos, cada grupo se apresentou, com a surpresa de que tínhamos que improvisar a dança com uma sombrinha e garrafa plástica. A turma foi muito criativa, foi bem engraçado.

Terminamos a aula emanando energia positiva pra todos em roda.

Logo após veio Franklin mantendo a energia da turma com dinâmicas de improvisação teatral em grupo.

Começamos movimentando nossos corpos e interagindo em grupo, mantendo uma forte energia. Franklin propôs improvisar como personagens, interpretar espontaneamente, uma frase, uma intenção, aproveitando e mantendo a energia. Foi ótimo! Logo após, Franklin pediu que repetíssemos os movimentos em dupla que fizemos na sexta passada, mas desta vez incluindo palavras, improvisação e dinâmica com o colega. Foi bem legal! Depois a turma se dividiu em 2 grupos, propondo que fossemos rivais, um integrante de cada grupo ficava no centro da sala, enquanto o restante da turma repetia em coro uma frase do colega que estava interagindo com o outro. Em seguida cada grupo mantinha um movimento e respiração ritmada e espontaneamente uma pessoa saia do grupo e defendia uma causa, com o objetivo de convencer o outro grupo. Eu acabei não fazendo a dinâmica na intenção que Franklin propôs. O tema que escolhi para defender foi o amor. Ouvi criticas mais ou menos construtivas rsrs, foi duro ouvir. Mas encarei como aprendizado. Outras pessoas também foram criticadas e não convenceram. Apenas duas foram convincentes. Elas passaram uma intenção de discurso, firmeza, verdade e uma boa argumentação.

Em seguida, o nosso colaborador pediu que repetíssemos as cenas da quarta passada. Desta vez, foi bem melhor. Fizemos incluindo as dicas de Claudio e Tiago. Fizemos as bruxas sem rizadas caricatas, exploramos outras formas de expressar essas bruxas e aproveitamos melhor o espaço. Também percebi uma evolução na repetição das cenas dos outros grupos. Depois das apresentações, Franklin propôs que a turma toda escolhesse uma das três cenas e acrescentássemos na cena mais instrumentos e dinâmicas feitas no dia. Não pude colaborar, tive que sair nesse momento. Já eram 18:00h e tinha que me preparar para pagar banco de horas na portaria. Foi o dia do festival de dança, tangolomango.

Comentários

Precisa de ajuda?

Blog

O blog permite que os membros de um projeto se comuniquem, discutindo e publicando novidades. É um ótimo lugar para compartilhar processos, desafios e explorar ideias.