Pular navegação

Oficina Telecentros comunitários

Oficina Telecentros comunitários


1. Nome da Oficina e das Unidades
Telecentros comunitários
Unidades:
01. Telecentro comunitário: o que 
é e para que serve?
02. Vivenciando um Telecentro.
03. Reinventando o Telecentro.
04. A semente é criada.
Figura 1 ­ Telecentro – Acervo MetaReciclagem
2. Descrição
A   Oficina   Telecentros   comunitários   procura   demonstrar,   através   de 
diferentes técnicas, a importância dos espaços de acesso público a Internet para a 
universalização   do   acesso   aos   meios,   ferramentas,   conteúdos   e   saberes   da 
sociedade da informação e comunicação.
3. Princípios
As   tecnologias   digitais   utilizadas   nos   Telecentros   comunitários   são 
instrumentos   para   o   desenvolvimento   humano   e   da   própria   comunidade 
participante.   O   foco   principal   deste   espaço   é   o   uso   social   e   a   apropriação   de 
ferramentas tecnológicas em função de um projeto de transformação social para 
melhorar as condições de vida das pessoas.
4. Público­alvo
Crianças, jovens e adultos que nunca tenham tido ou que tenham pouco 
contato com computador e que desejem promover, através de diferentes formas, 
seu desenvolvimento pessoal e social.
1Oficina Telecentros comunitários
5. Carga­horária
Oficina para ser desenvolvida em cerca de 8 encontros presenciais de duas 
horas e meia (2:30h) cada, totalizando uma carga horária de 20 horas.
6. Objetivos educacionais
Objetivos Gerais:
Promover a participação e organização da comunidade
Para que  um  Telecentro tenha  sucesso e  se sustente como  iniciativa  de 
inclusão digital e social, é imprescindível a participação efetiva da comunidade. 
Sendo   assim,   promover   esse   trabalho   na   implantação,   montagem   e   melhora 
contínua do telecentro pode ser um processo lento e trabalhoso, porém, decisivo 
para que a comunidade se apodere e se comprometa com o bom funcionamento 
deste espaço. Além disso, este local possibilita a construção de novas formas de 
organização,   fortalecendo   as   capacidades   individuais   e   coletivas,   promovendo 
novos líderes e auxiliando a solucionar problemas e necessidades concretas das 
pessoas envolvidas.
Estimular o desenvolvimento do raciocínio crítico
É necessário estimular e fornecer elementos para que o participante não 
seja apenas um consumidor desta nova mídia, mas que desenvolva habilidades 
digitais   e   seja   capaz   de   fazer   uma   apropriação   crítica   destas,   acessando   aos 
meios,   ferramentas,   conteúdos   e   saberes   da   rede   mundial   para,   assim, 
amadurecer na forma de se perceber e na maneira de enxergar o mundo a sua 
volta, podendo, então, alavancar transformações internas e externas. 
Proporcionar a consolidação de uma visão social
Mais   que   um   assunto   de   conectividade,   os   telecentros   oferecem   uma 
oportunidade de acesso, uso e apropriação de tecnologias digitais para solucionar 
problemas   e   contribuir   para   o   desenvolvimento   humano   integral.   O   ponto   de 
partida  não   é  a   instalação   de   equipamentos  e   conexões  e   sim,  a   organização 
2Oficina Telecentros comunitários
comunitária para a solução de seus problemas específicos, os quais podem mudar 
de um contexto a outro. A melhor maneira de ancorar os telecentros a uma visão 
social é planejá­los e instalá­los de modo que se integrem a outros espaços e 
atividades   de   comunicação   que   funcionem   bem   com   a   comunidade.   Estas 
atividades podem ser rádios comunitárias, bibliotecas públicas, centros e grupos 
culturais, organizações comunitárias, escolas, entre outras.
Figura 2 ­ Escola – Fonte: http://www.cbpf.br/~eduhq/html/tirinhas/tirinhas.php
Gerar trabalho e renda
Fortalecer   habilidades   e 
conhecimentos,   tanto   técnicos   como 
conhecimentos transversais, podem abrir 
novas   oportunidades   de   trabalho   ou   de 
geração de renda. Também pode auxiliar 
a   consolidar   os   micro   e   pequenos 
empreendimentos locais, melhorando sua 
gestão,   capacidade   de   negociação, 
acesso à informação, a compras e a publicidade. 
Figura 3 – MetaProdutos – Acervo MetaReciclagem
3Oficina Telecentros comunitários
Fomentar a educação
Os   Telecentros   propiciam   o   acesso   à   informação   e   conhecimentos 
complementares às atividades escolares. Além disso, contribuem para a educação 
não­formal   nas   comunidades   e   proporciona   a   oportunidade   para   os   usuários 
serem autoditadas.
Figura 4 – Educação X Consumo – Fonte: http://www.cbpf.br/~eduhq/html/tirinhas/tirinhas.php
Melhorar a saúde
Através   da   conectividade   com   os   saberes   da   rede   mundial   de 
computadores,   os   Telecentros   transformam­se   em   locais   de   acesso   e 
disseminação   da   informação   sobre   doenças,   tratamentos,   medicamentos, 
medicina preventiva e alternativa, higiene e educação sexual.
Figura 5 ­ Saúde – Fonte: http://www.cbpf.br/~eduhq/html/tirinhas/tirinhas.php
Fortalecimento da auto­estima
As   atividades   no   Telecentro   fazem   as   pessoas   desenvolverem   sua 
criatividade, a capacidade de trabalhar em equipe e, paralelamente, conhecerem 
suas   próprias   capacidades,   de   forma   a   visualizarem   um   futuro   melhor   para   si. 
4Oficina Telecentros comunitários
Desta   maneira,   dão   para   si   o   devido   valor   e   se   transformam   em   agentes 
multiplicadores da cidadania.
Fortalecimento de grupos menos favorecidos
Oferecer instrumentos que possem fortalecer e ajudar a defender vozes e 
reivindicações   dos   mais   variados   grupos   sociais,   como:   grupos   jovens,   grupos 
indígenas,   grupos   de   mulheres,   trabalhadores   rurais   e   outros   setores 
marginalizados ou explorados.
Estimular a comunicação e cultura
Facilitar   a  criação  de   diferentes  formas  de   expressão   artística  e   cultural, 
com a combinação  de tecnologias de comunicação  úteis à comunidade: vídeo, 
rádio,   meios   impressos   (jornais,   revistas,   fanzines),   Internet,   programa   de 
animação e outros.
Objetivos Específicos
Mostrar aos participantes da Oficina e, conseqüentemente, à comunidade, o 
Telecentro como uma nova utopia de escola, que pode ser amplamente utilizado 
para   o   crescimento   interior,   pesquisa,   desenvolvimento   pessoal,   acesso   a 
multimídia,   expansão   crítica   e   de   consciência,   apropriação   de   tecnologia, 
ampliação da cultura e educação, socialização, entre outros. Os aprendizes devem 
compreender as diferentes possibilidades de usos dos microcomputadores ligados 
em rede, o funcionamento descentralizado desta rede e o que isso implica em 
termos de potencial de democratização do conhecimento.
7. Habilidades e competências
1. Compreender o que é um Telecentro comunitário; 2. Saber identificar e 
suprir   as   necessidades   locais   e   pessoais   dos   participantes   dos   Telecentros;   3. 
Criação   de   instrumentos   de   apoio   à   organização   e   promoção   comunitária,   em 
5Oficina Telecentros comunitários
combinação   com   outros   meios   e   ferramentas   de   comunicação;   4.   Criação, 
desenvolvimento   e   manutenção   de   redes   de   informação,   promovendo   o 
intercâmbio de informações e experiências fazendo com que o Telecentro tenha 
um alcance muito além do local instalado; 5. Promover a capacitação permanente 
dos   participantes   para   fortalecer   o   uso   e   a   apropriação   das   ferramentas   que 
oferece um Telecentro comunitário; 6. Promover o monitoramento e a avaliação 
constantes do Telecentro, permitindo assim, o seu desenvolvimento; 7. Enfatizar a 
missão social para contribuir no desenvolvimento humano integral.
8. Materiais
Descritos detalhadamente em cada atividade.
9. Avaliação do conteúdo assimilado pelos participantes
Essa avaliação se dará pela criação conjunta de um documento impresso 
ou virtual, baseado nos objetivos educacionais da oficina Telecentro comunitário a 
partir da vivência construtiva realizada nos encontros. 
6Oficina Telecentros comunitários
10. Avaliação da oficina
Avaliação diária dos participantes em relação à oficina
Avaliação diária
(Justifique a sua resposta no verso)
Muito bom
Bom
Regular
Ruim
Avalie o seu dia de trabalho
Avalie o oficineiro neste dia de trabalho
Avalie o conteúdo do curso neste dia
Avalie a metodologia utilizada
Avaliação final dos participantes em relação à oficina
Prezado Participante,
Ficamos   gratos   por   sua   participação   na   oficina   Telecentros   comunitários.   O 
sucesso do Casa Brasil depende muito da sua colaboração e nós gostaríamos de 
saber o que você achou e se essa experiência foi útil para você. O objetivo desse 
questionário   é   fornecer   aos   oficineiros   e   gestores   do   Casa   Brasil   um   retorno 
valioso,  para  melhorar   as  próximas oficinas. Por  isso, é muito  importante  seus 
comentários,   avaliações   e   opiniões.   Solicitamos,   portanto,   a   gentileza   de 
preencher o questionário abaixo.
Local da oficina: _____________________________________
Data: ______________________________________________
Por quantos dias você participou da oficina?________________
INSTRUÇÕES
Indique o seu grau de satisfação ou insatisfação nos itens abaixo. Marque o 
número correspondente à sua avaliação. O número 4 significa que você está muito 
7Oficina Telecentros comunitários
de acordo com a opinião, 0 significa que você não concorda com a opinião e o 3, 2 
e 1 são respostas intermediárias.
Por favor escolha o número correspondente a sua opinião em uma escala de 1 a 4 
, sendo que:
0 = Totalmente discorda, a impressão mais negativa.
1 = Discorda.
2 = Nem concorda nem discorda.
3 = Concorda.
4 = Totalmente concorda, a impressão mais positiva
Escolha N/A se o item não está apropriado nem aplicável a essa oficina. 
PRÉ­OFICINA
1 . Os objetivos da oficina ficaram claros na divulgação.
2.   As   informações   sobre   o   local   da   oficina   e   os   procedimentos   de   inscrição 
estavam fáceis de localizar e entender.
CONTEÚDO E ORGANIZAÇÂO DA OFICINA
3. A oficina atendeu minhas expectativas.
4. Os objetivos e conceitos utilizados na oficina foram bem explicitados.
5. A oficina seguiu a agenda pré­determinada.
6. Eu fiquei satisfeito com o espaço físico e a tecnologia disponível nesta oficina
7. A habilidade dos oficineiros de apresentar o assunto foi bem didática.
8. Os oficineiros estavam bem preparados e organizados.
9. Os oficineiros eram prestativos e responderam bem as perguntas.
8Oficina Telecentros comunitários
RESULTADOS DAS OFICINAS
10. A oficina foi uma boa oportunidade de aprender sobre Telecentros 
comunitários.
11. Como você melhoraria essa oficina? (Escolha todos que se aplicam marcando 
um X)
________ Fornecendo melhores informações antes da oficina.
________ Tornando mais claro os objetivos da oficina.
________ Reduzindo o conteúdo da oficina. 
________ Aumentando o conteúdo da oficina.
________ Melhorando os métodos de ensino/facilitação.
________ Fazendo atividades mais estimulantes durante as oficinas.
________ Melhorando a organização da oficina.
________ Aumentando a carga horária da oficina.
________ Diminuindo a carga horária da atividade.
 
Por favor, responda estas questões com suas próprias palavras.
12. Qual foi a principal razão para participar da oficina?
13. Qual foi o destaque da oficina?
14. Essa oficina despertou algo em você? Mudou seu ponto de vista sobre algum 
assunto? Trouxe algo de novo?
15.Você recomendaria essa oficina para um amigo ou colega? 
16. O que fez desta oficina agradável e emocionante?
17. Deixe outros comentários e sugestões que considerar relevante.
Avaliação final participativa orientada aos oficineiros
Perguntas­chave de avaliação entre oficineiros.
9Oficina Telecentros comunitários
1. Fizemos o que dissemos que faríamos? Se não, esclareça os possíveis motivos.
2. O que aprendemos sobre o que deu certo e o que deu errado?
3. Que diferença fez o que fizemos neste trabalho?
4. O que poderíamos ter feito de diferente?
5. Como podemos utilizar o que descobrimos através das avaliações?
10Oficina Telecentros comunitários
11. Detalhamento
Unidade 01 ­ Telecentro comunitário. O que é e para que serve?
Encontro 01 – O que é um Telecentro comunitário?
Realizar a apresentação dos participantes e do oficineiro.
Metodologia: Dinâmica de integração
Técnica: Carrocel musical
Fonte: Projeto Crescer e Ser
Objetivos: Promover a integração entre os participantes; estabelecer um clima de 
maior intimidade dentro do grupo; ampliar o conhecimento de si e do grupo.
Material necessário: Som portátil e CD ou fita cassete com de música animada.
Desenvolvimento:
1. Formar dois círculos, de pé, um dentro do outro, com o mesmo número de 
participantes, de modo a formar duplas, frente a frente.
2. O facilitador coloca uma música alegre, solicitando que ambos os círculos 
se   movimentem   para   o   seu   lado   direito,   no   ritmo.   Quando   a   música   for 
interrompida pelo facilitador, o grupo deve parar onde estiver, procurando 
arrumar­se frente a frente, formando um novo par.
3. Os pares devem dizer o próprio nome um ao outro e responder ambos à 
pergunta feita pelo facilitador.
4. Repetir o mesmo procedimento dos passos 2 e 3 cinco ou seis vezes, com 
perguntas diferentes, de acordo com o tema que se deseja trabalhar.
Exemplo de perguntas:
11Oficina Telecentros comunitários
a.
b.
c.
d.
e.
O que em você mais atrai as pessoas?
O que você mudaria em si próprio?
Qual a qualidade que mais aprecia em você?
O que mais lhe incomoda nas pessoas?
O que você pretende aprender e ensinar nesta oficina?
Comentário:  Para  adolescentes, este  é  um  trabalho  que   desperta  interesse. 
Inclui movimento, uma nova forma de integrar as pessoas, colocando­as frente a 
frente e possibilitando a comunicação. 
O facilitador pode aumentar o número de questões, mudá­las ou adaptá­las 
para outras temáticas. A atividade permite inúmeras variações e pode, assim, ser 
realizada mais de uma vez, no mesmo grupo, em diferentes ocasiões. O facilitador 
deve ter cuidado nos momentos de pausa, para as duplas não se repetirem.
Esta dinâmica, além de trabalhar a integração grupal, favorece o surgimento de 
percepções relacionadas a identidade.
Definição   do   papel   relator   e   do   compromisso   de   convivência   e 
aprendizagem do grupo durante a oficina.
Metodologia: Explicação expositiva
Material necessário: Papel pardo (1), pincel atômico (1) e fita crepe (1)
Procedimentos
Explicação do papel de relator que será exercidos pelos participantes nos dias da 
oficina.
Relator: responsável pelo relato, digitação e envio deste por e­mail aos demais 
participantes   descrevendo   detalhadamente   as   atividades   ocorridas   no   encontro 
anterior. 
Comentário: Estimule o relator, quando for apresentar seu relato, a cumprir sua 
função de maneira criativa. Por exemplo, peça para ele fazer o relato de gravata e 
paletó.
12Oficina Telecentros comunitários
A apresentação oral do relator não precisa ser realizada de maneira muito 
detalhada, porém, o material enviado para os demais participantes terá que ser 
mais   completo.   Isso   se   faz   necessário   pois   no   último   dia   de   oficina   será 
desenvolvida uma dinâmica de criação de um material impresso ou virtual do que 
foi   construído   por   todos   durante   os   trabalhos.  Essa   será   a   avaliação   final 
realizada   pelo   oficineiro   do   aprendido   pelos   participantes.  Portanto,   deixe 
bem claro para os relatores a sua importância neste processo.
Para que todos participem deste processo, divida essa função de forma que 
todos   sejam   contemplados,   isto   é,   poderá   haver   mais   de   um   relator   por   dia. 
Portanto,   terão   que   trabalhar   juntos,   tanto   na   apresentação   oral,   como   na 
confecção do documento diário. Anote os nomes dos responsáveis no papel pardo 
e afixe em local visível.
Criação do compromisso do grupo
Perguntar   aos   integrantes   do   próprio   grupo   quais   são   as   condições 
necessárias   para   uma   boa   convivência   e   aprendizagem   (por   exemplo, 
pontualidade,   respeito,   flexibilidade,   união,   participação,   dedicação   etc).   Estas 
condições devem ser expressadas pelos próprios indivíduos e anotadas em folhas 
de papel pardo ou cartolina pelo oficineiro. Após esta fase, o facilitador deverá 
perguntar se concordam com todos os itens. Pedirá para todos assinarem a folha 
de papel, para então afixá­la em local visível em todos os encontros.
Pode­se sugerir que, se alguém não cumprir com os compromissos durante 
a oficina, pague uma prenda indicada pelos participantes.
Objetivos:
O   papel   de   relator   visa   manter   um   vínculo   de   aprendizagem   entre   um 
encontro   e   outro,   além   de   promover   uma   colaboração   mais   efetiva   dos 
participantes nos processos da oficina.
O compromisso do grupo tem como objetivo a criação de um acordo de 
trabalho saudável e produtivo, desenvolvido pelos próprios participantes.
13Oficina Telecentros comunitários
O significado de Telecentro comunitário
Metodologia: Dinâmica de grupo
Técnica: Dicionário amigo
Objetivos: Promover a construção, pelos próprios participantes, do significado de 
Telecentro comunitário.
Material   necessário:  Pedaços   de   papel   contendo   diferentes   palavras   com   os 
prefixos ou sufixos de telecentro e comunitário. Folhas de papel sulfite. Canetas ou 
lápis. Folha de papel pardo ou cartolina e pincel atômico.
Procedimento 
1. Forme 4 equipes de 5 pessoas, em um grupo de 20. Entregue a cada 
equipe um conjunto idêntico de papéis contendo diversas palavras que 
contenham prefixos ou sufixos das palavras telecentro e comunitário e 
uma folha de papel sulfite com uma caneta ou lápis.
2. A   equipe   terá,   baseada   nos   seus   próprios   conhecimentos   e   no 
significado das palavras entregues, criar em conjunto o significado de 
Telecentro comunitário e apresentar este para as outras equipes.
3. Após todas as apresentações, o facilitador usará as frases criadas mais 
os  seus  conhecimentos  para,   junto   com   o   grupo,  criar   o   conceito   de 
Telecentro comunitário, afixando este escrito em cartolina em um local 
visível a todos.
4. Exemplos de  palavras:  cen.tro:  s.  m. 1.  Geom. Ponto  situado   a  igual  
distância de todos os pontos de uma circunferência ou da superfície de  
uma esfera. 2. Geom. Meio de uma linha reta, que divide uma figura ou  
espaço em duas partes iguais. 3. Meio de qualquer espaço: O c. da  
praça.   4.   Ponto   para   onde   as   coisas   convergem,   como   para   a   sua  
posição natural de repouso. 5. Lugar onde habitualmente se procuram  
certas coisas ou se tratam certos negócios. 6. Polít. Posição daqueles  
que,   nos   confrontos   políticos,   tomam   posição   entre   os   extremos.   7.  
14Oficina Telecentros comunitários
Futebol.   Ato   ou   efeito   de   centrar;  cen.tra.li.za.do:   adj.   Unido   em   um  
centro; cen.tral: adj. m. e f. 1. Referente a centro. 2. Situado no centro.  
S. f. 1. Estação distribuidora. 2. Sede, ponto principal; te.le.co.man.dar:  
v. Tr. dir. Comandar à distância; teleguiar;  te.le.vi.são: s. f. 1. Sistema  
eletrônico para transmitir imagens fixas ou animadas, juntamente com o  
som, através de um fio ou do espaço, por aparelhos que os convertem  
em ondas elétricas e os transformam em raios de luz visíveis e sons  
audíveis. 2. Aparelho receptor de imagens televisionadas; televisor, tevê.  
3.   Estação   transmissora   de   imagens   televisionadas.   4.   Conjunto   das  
atividades   e   programas   artísticos,   informativos   e   educativos,  
apresentados por meio da televisão; co.mum: adj. m. e f. 1. Pertencente  
a   todos   ou   a   muitos.   2.   Habitual,   normal,   ordinário.   3.   Vulgar.   4.   De  
pouca importância, de pouco valor; insignificante. 5. Abundante. S. m. O  
geral, a maioria. S. m. pl. Câmara dos representantes eleitos pelo povo  
da Inglaterra. — C.­de­dois: diz­se do substantivo que tem uma única  
forma para os dois gêneros, sendo o artigo que determina o sexo: o  
artista, a artista; o jovem, a jovem etc; co.mu.ni.da.de: s. f. 1. Qualidade  
do   que   é   comum.   2.   Participação   em   comum.   3.   A   sociedade.   4.  
Pessoas que vivem agrupadas, especialmente quando sujeitas a uma  
regra religiosa. 5. Lugar que elas habitam em comum.
Comentário:   este   é   um   trabalho   que   estimula   a   discussão,   promovendo   a 
exposição e o debate de idéias conceituais, estimulando a contribuição de todos a 
partir de um esforço individual e coletivo.
Além   disso,   esta   dinâmica   promove   a   integração   grupal   em   busca   de   um 
objetivo comum e o desenvolvimento do consenso a partir de argumentação.
 Após trabalhar os textos de apoio nos encontros, ou estimulá­los a fazerem 
pesquisas sobre o tema. Faça­os refletir sobre os espaços da Casa Brasil.
Finalizar o encontro com a avaliação diária (descrita anteriormente) e com um 
“bate­papo”   informal,   com   o   intuito   de   percepção   dos   sentimentos   dos 
participantes quanto as atividades do dia.
15Oficina Telecentros comunitários
Textos de apoio – Encontro 1 
O que é um Telecentro?
De   uma   maneira   geral,   Telecentros   são   espaços   com   computadores 
conectados à Internet banda larga. Cada unidade possui normalmente entre 10 e 
20   microcomputadores.   O   uso   livre   dos   equipamentos,   cursos   de   informática 
básica e oficinas especiais são as principais atividades oferecidas à população. 
Cada   Telecentro   possui   um   Conselho   Gestor,   formado   por   membros   da 
comunidade e eleitos pela mesma, que ajudam os funcionários na fiscalização e 
gestão do espaço. É um projeto de uso intensivo da tecnologia da informação para 
ampliar   a   cidadania   e   combater   a   pobreza,   visando   garantir   a   privacidade   e 
segurança   digital   do   cidadão,   sua   inserção   na   sociedade   da   informação   e   o 
fortalecimento do desenvolvimento local. Um dos objetivos principais do projeto é 
organizar  uma  rede de unidades de múltiplas funções que permita às pessoas 
adquirirem autonomia tecnológica básica e privacidade 
De   acordo   com   o   Censo   2000   do   IBGE,   apenas   10,6%   dos   domicílios 
brasileiros   têm   computadores.   Tudo   indica   que   o   Brasil   tem   13,6   milhões   de 
usuários de Internet (7,74% da população do país), segundo dados de maio de 
2002. Argentina, Chile, Peru e Uruguai, países com populações menores que a 
brasileira, têm um percentual maior de usuários de Internet ­ 10,38% na Argentina, 
20,02% no Chile, 10,73% no Peru e 13,61% no Uruguai. 
O Estado que apresenta o maior grau de inclusão digital é o Distrito Federal, e 
o menos incluído é o Maranhão. Entre os mais incluídos temos ainda: São Paulo, 
Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná. Já entre os menos incluídos estão o 
Piauí, Tocantins, Acre e Alagoas. Vemos que a média educacional mais alta entre 
essas dez unidades da Federação é a do Distrito Federal: nove anos de estudo e a 
renda mais alta: R$ 2.255,00 em média. Este dado confirma não só a importância 
da educação na geração de renda, como a importância de ambas variáveis na 
inclusão digital. Por outro lado, devido as características do processo econômico­
social brasileiro é nítido que mesmo nos Estados mais ricos existe um enorme 
grau de exclusão digital, como ocorre nas periferias das grandes cidades e em 
áreas como o Vale do Ribeira (SP) e a Baixada Fluminense (RJ). 
16Oficina Telecentros comunitários
Retirado de:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Telecentro
http://www.idbrasil.gov.br/docs_telecentro/docs_telecentro/
 
Telecentro ­ Plano de Inclusão Digital e Cidadania
Com os telecentros comunitários, a Prefeitura leva informática e acesso à 
internet para as regiões mais pobres de São Paulo (SÃO PAULO, SP)
Introdução ­ Pobre tem direito a usar computador e Internet?
O uso de tecnologia da informação e o acesso a Internet são mais uma 
forma de segregação na sociedade brasileira, e isso não é diferente no município 
de São Paulo. Aos pobres e excluídos não são dadas possibilidades iguais às da 
elite para desenvolver habilidades de uso da tecnologia e para empregá­las em 
benefício próprio. É a chamada exclusão digital, manifestação da exclusão social 
mais   ampla,   que   deve   ser   compreendida   como   um   processo   a   ela   associado, 
alimentando e sendo alimentada por ela. Funda­se em obstáculos econômicos, 
ausência de infra­estrutura e carências de educação (VAZ, 2002). Além disso, é 
preciso levar em conta as barreiras ao acesso ocultas sob as relações sociais, 
como as impostas pelas relações de gênero, por exemplo (VAZ e MATTOS, 2000).
Ainda recentemente, o problema ganhou status de objeto de política pública 
com   foco   na   promoção   da   igualdade   de   oportunidades.   A   política   de   inclusão 
digital é, portanto, uma política de combate a um aspecto específico da exclusão 
social, a privação de acesso a um conjunto de recursos decisivos para o acesso à 
cultura, ao trabalho, à educação, à informação e a outros direitos.
Dificilmente a inclusão digital pode ser resolvida em termos individuais ou 
com   medidas   governamentais   de   curto   prazo.   As   proporções   da   demanda 
17Oficina Telecentros comunitários
reprimida são consideráveis. Assim, uma política de inclusão digital com objetivos 
ambiciosos passa necessariamente pela implantação de telecentros comunitários.
A   política   de   inclusão   digital   da   Prefeitura   Municipal   de   São   Paulo, 
conhecida como Telecentro ­ Plano de Inclusão Digital e Cidadania, foi posta em 
operação em 2001 e contava com 61 unidades em agosto de 2003 e mais de 183 
mil usuários cadastrados. O número de cidadãos que já concluíram o curso de 
informática básica superou a marca dos 23 mil no período entre 2001 e 2002. Hoje 
é   a   iniciativa   governamental   de   inclusão   digital   mais   significativa   do   país,   ao 
menos em nível municipal.
A situação financeira da Prefeitura de São Paulo em 2001 era notoriamente 
crítica, como pode ser constatado pela leitura dos jornais e revistas da época. Não 
havia   nenhuma   ação   de   inclusão   digital   em   curso,   nem   equipamentos   de 
informática disponíveis.
A escala do município de São Paulo torna o problema da exclusão digital 
mais   difícil   do   que   em   outras   localidades:   trata­se   de   milhões   de   pessoas 
excluídas,   para   as   quais   a   ausência   de   acesso   à   Internet   e   à   tecnologia   da 
informação é apenas mais uma de suas carências, não percebida como prioritária 
pela   maioria,  ou   sequer   percebida   por   muitos.   A  grande  extensão   territorial   do 
município, as deficiências e o custo do transporte coletivo dificultam a utilização da 
Internet em equipamentos de inclusão digital localizados em áreas centrais ou nos 
centros de bairro.
Como   uma   prefeitura   em   situação   de   penúria   financeira,   com   sua 
capacidade operativa destruída, poderia fazer um programa de inclusão digital em 
uma   cidade   de   dimensões   gigantescas,   com   condições   econômicas   e 
demográficas críticas, e pressionada por diversas carências da população pobre?
Retirado de:
www.ufmg.br/online/arquivos/003226.shtml
18Oficina Telecentros comunitários
Unidade 01 ­ Telecentro comunitário ­ O que é e para que serve?
Encontro 02 – Para que serve um Telecentro comunitário?
Início das atividades do dia
Metodologia: Dinâmica de integração
Técnica: Formas com o corpo
Fonte: Projeto Crescer e ser
Objetivo: Dar­se conta da importância de cada indivíduo no processo grupal.
Procedimento
1. Formar subgrupos de aproximadamente sete pessoas.
2. Os subgrupos se espalham pela sala. O facilitador explica que dirá uma 
palavra e, simultaneamente, cada subgrupo deverá compor com seus 
corpos, sem falar, uma imagem que corresponda à palavra dita.
3. Dizer cada palavra dando um pequeno tempo para criação da forma. 
Sugestões de palavras: casa – coração – avião – cama – ponte – barco 
– vela – estrela etc.
4. Plenário – o grupo comenta o trabalho, analisando a criatividade dos 
subgrupos, a cooperação e como se sentiram durante a construção das 
formas.
Comentário:
Nesta   dinâmica,   a   inclusão   do   corpo   possibilita   que   algumas 
dificuldades de expressão sejam observadas e levanta elementos que indicarão a 
direção a tomar no trabalho com o grupo. Por exemplo: grupos cujos movimentos 
são contidos e presos necessitam de atividades corporais.
Além disso, cria um clima de colaboração e alegria, importante para o 
para o processo grupal. Esta atividade pode abrir novas possibilidades para outros 
19Oficina Telecentros comunitários
trabalhos   semelhantes,   nos   quais  se   pretenda   aprofundar   alguns   dos  aspectos 
escolhidos, como cooperação, criatividade, familiaridade com o próprio corpo etc.
Como o grupo é dividido em subgrupos e todos realizam atividade ao 
mesmo   tempo,   evitam­se   as   críticas   e   a   autocensura   e   possibilita­se   uma 
expressão mais solta e espontânea. A divisão dos subgrupos deve ser feita de 
forma a possibilitar a ampliação dos vínculos no grupo.
O fato dos integrantes não falarem entre si estimula a criatividade. É 
importante que o facilitador observe como cada subgrupo toma suas decisões e 
chega ao resultado final – se alguém domina, se todos contribuem, se alguém se 
excluiu ou é excluído, se quebram a regra do silêncio etc.
Execução do relato das atividades do encontro anterior pelo relator. 
Aspirações de um Telecentro
Metodologia: Trabalho em grupo
Técnica:  Peça teatral, fantoche ou alguma outra atividade criativa desenvolvida 
pelos participantes.
Objetivos: Promover a construção pelos próprios participantes das funções de um 
Telecentro comunitário.
Material necessário: Tubos de cola (4), tesoura (4), Folha de papel pardo (várias, 
conforme a necessidade do grupo), jogo de pincel atômico com várias cores (4) e 
uma   farta   quantidade   de   material   reciclável   (garrafas   PET,   latas   de   aço   ou 
alumínio vazias e limpas, sacolas plásticas etc)
Procedimento
1. Promova   a   formação   de   4   equipes   de   5   pessoas,   em   um   grupo   de   20. 
Entregue   a   cada   equipe   um   conjunto   idêntico   contendo,   tubo   de   cola, 
tesoura, folhas de papel pardo, jogo de pincel atômico e material reciclável.
20Oficina Telecentros comunitários
2. Entregue   a   cada   equipe   um   diferente   objetivo   educacional   desta   oficina 
(descritos   anteriormente   neste   documento).   Os   indicados,   mas   não 
obrigatórios, para esta dinâmica são:
Promover a participação e organização da comunidade
Proporcionar a consolidação de uma visão social
Gerar trabalho e renda
Fomentar a educação
3. Orientá­los a montar uma apresentação destes objetivos por meio de peça 
teatral, fantoches ou outra forma bastante criativa, demonstrando como eles 
podem   efetivamente   alcançar   estas   metas   no   telecentro.   O   uso   dos 
materiais entregues também é importante.
4. Definir   claramente   o   tempo   para   montagem   e   o   para   apresentação   dos 
conteúdos desenvolvidos por eles.
5.  Apresentação.
6. Plenário   –   o   grupo   comenta   o   trabalho,   analisando   a   criatividade   dos 
subgrupos,  a cooperação  e como  se sentiram  durante  a construção das 
apresentações.
7. Comentário:   este   é   um   trabalho   que   estimula   a   discussão   coletiva, 
promovendo a exposição e o debate de idéias conceituais, estimulando a 
contribuição de todos a partir de um esforço individual e coletivo.
Além disso, esta dinâmica promove a integração grupal em busca de 
um   objetivo   comum   e   o   desenvolvimento   do   consenso   a   partir   de 
argumentação.
Ap ós   trabalhar   os   textos   de   apoio,   ou   estimular   que   os   participantes   façam 
pequisas sobre o tema, novamente faça­os refletir sobre o espaço do projeto Casa 
Brasil.
 Finalizar o encontro com a avaliação diária (descrita anteriormente) e com um 
“bate­papo”   informal,   com   o   intuito   de   percepção   dos   sentimentos   dos 
participantes quanto as atividades do dia. 
21Oficina Telecentros comunitários
Textos de apoio – Encontro 2
Para que serve um Telecentro?
Combater a exclusão digital é o objetivo central dos telecentros. Trata­se de 
uma   iniciativa   fundamental   para   capacitar   a   população   brasileira   e   inseri­la   na 
sociedade da informação, para assegurar a preservação de nossa cultura com a 
construção   de   sites   de   língua   portuguesa   e   de   temáticas   vinculadas   ao   nosso 
cotidiano, qualificar profissionalmente nossos trabalhadores, incentivar a criação 
de   postos   de   trabalho   de   maior   qualidade,   afirmar   os   direitos   das   mulheres   e 
crianças,   para   um   desenvolvimento   tecnológico   sustentável   e   ambientalmente 
correto,   aprimorar   a   relação   entre   o   cidadão   e   o   poder   público,   enfim,   para   a 
construção da cidadania digital e ativa.
Figura 6 – Novas Tecnologias – Fonte: http://www.cbpf.br/~eduhq/html/tirinhas/tirinhas.php
A   maior   rede   de   computadores   do   mundo   é   tão   importante   para   um 
telecentro quanto livros são para uma biblioteca, é uma forma do cidadão excluído 
interagir com o cidadão incluído, com o poder público, enfim com o mundo exterior, 
a comunicação via internet hoje é tão importante para o conhecimento quanto o 
rádio   e   a   televisão,   e   com   rapidez   por   vezes   maior   do   que   revistas   e   jornais, 
entendemos que um computador desconectado da internet serve apenas como 
uma   maquina   de   calcular,   uma   máquina   de   escrever   e   um   fliperama.   Oferecer 
22Oficina Telecentros comunitários
acesso  à  internet  em   um   telecentro   é  possibilitar   que   um  estudante   de   ensino 
fundamental   de   uma   escola   pública   tenha   acesso   às   pesquisas   e   estudos   de 
várias universidades é disponibilizar para este mesmo estudante os acervos das 
principais bibliotecas e museus do mundo, é oferecer a um desempregado que 
tenha onde escrever seu currículo e inclusive enviá­lo sem custo algum, além de 
diversas outras utilidades.
Serviços de atendimento (telecentro x sociedade x cidadão)
O espaço do Telecentro, além de ser um ponto de presença do governo, é 
um   ponto   de   referência   da   comunidade,   portanto,   o   trabalho   de   recepção   e 
atendimento ao cidadão é fundamental.
O cidadão é a razão do funcionamento do Telecentro, portanto tem total 
prioridade. Deve ser atendido tão logo chegue à unidade e encaminhado para as 
atividades. Não deve haver filas nem aglomeração de pessoas no Telecentro. A 
organização   do   local   deve   ser   impecável,   de   tal   forma   que   não   atrapalhe   a 
programação. Porém, deve­se tomar o cuidado de garantir que todas as pessoas 
sintam­se bem atendidas e confortáveis.
O   serviço   de   atendimento   de   um   Telecentro   deve   ser   tratado   como 
excelência, por isso cada funcionário deve ser devidamente treinado e qualificado 
ao   atendimento   ao   cidadão   usuário   de   um   telecentro.   Os   telecentros   também 
podem servir como espaço para discussões sociais e locais por exemplo, devendo 
o funcionário ser devidamente treinado para lhe dar com esta diversificação de 
funcionalidade do espaço.
O cidadão deve ser respeitado como cidadão e não somente como mais um 
usuário,   nos   locais   no   qual   os   telecentros   devem   ser   instalados   cito   grandes 
periferias   e   áreas   carentes,   os   cidadãos   em   sua   maioria   já   são   excluídos   e 
portanto o atendimento deverá ser feito de forma a agregar e estimular a volta 
daquele mesmo cidadão para o uso posterior.
Existem oficinas nas quais poderão ser realizadas conforme o entendimento 
da sociedade e decisão do Conselho Gestor, inclusive em seu dia e horário de 
23Oficina Telecentros comunitários
funcionamento, o que por ventura poderá acarretar desagrado a alguns usuários, 
mas   todos   os   funcionários   deverão   saber   contornar   e   solucionar   a   situação 
conforme aprendido em seu curso de capacitação e seminários.
A   melhor   forma   de   manter   o   ambiente   tranqüilo   e   as   atividades   bem 
encaminhadas, é através do atendimento imediato de cada cidadão após a sua 
chegada ao telecentro.
Inclusão digital é sinônimo de Software Livre
Para que a inclusão digital seja economicamente sustentável e vinculada ao 
processo de autonomia tecnológica nacional, deverá utilizar plataformas abertas e 
não­proprietárias. O simples fato de desenvolver softwares livres é um elemento 
de afirmação de nossa cidadania, de nossa inteligência coletiva, de redução da 
dependência   tecnológica   e   do   pagamento   de   royalties   ao   Primeiro   Mundo.   A 
essência do software livre reside em quatro liberdades que seus usuários devem 
exercer:
1. liberdade de executar o programa para qualquer propósito; 
2. liberdade para estudar o programa e adaptá­lo às suas necessidades, ou 
seja, de ter acesso ao seu código­fonte; 
3. liberdade de redistribuir suas cópias originais ou alteradas; 
4. liberdade   para   aperfeiçoar   o   programa   e   liberá­lo   para   benefício   da 
comunidade. 
O Plano de Inclusão Digital e Alfabetização Tecnológica aprofunda a visão 
da   educação   entendida   como   prática   social   transformadora   da   sociedade.   A 
reflexão   crítica   da   sociedade   e   da   mundialização   será   utilizada   para   fomentar 
práticas criativas de recusa de todos os sentidos da exclusão social, inclusive de 
sua feição tecnológica e concentradora de conhecimento em círculos fechados do 
Primeiro   Mundo.   Por   isso,   o   uso   do   software   livre   é   uma   decisão   política­
educacional. 
O que é uso livre?
24Oficina Telecentros comunitários
O uso livre dos equipamentos é a única forma do cidadão aprender a utilizar 
tecnologia, suprindo suas necessidades e deve ser entendido como uso múltiplo. 
Os   cidadãos   poderão   imprimir   documentos,   enviar   mensagens   eletrônicas, 
consultar sites governamentais e não­governamentais, fazer pesquisas escolares, 
acessar   sites   de   entretenimento,   usar   jogos   eletrônicos,   entre   outras 
possibilidades. Somente será vetado o acesso aos sites pornográficos, aos que 
incitam   atividades   criminosas,   que   pratiquem   discriminação   racial,   religiosa,   de 
gênero ou preconceito de qualquer natureza.
Retirado de:
http://www.idbrasil.gov.br/docs_telecentro/docs_telecentro/
25Oficina Telecentros comunitários
Unidade 02 ­ Vivenciando um Telecentro.
Encontro 03 – MetaReciclagem
Figura 7 – Mobile de CDs – Acervo MetaReciclagem
Início das atividades do dia:
Metodologia: Dinâmica de grupo
Técnica: Auto­avaliação grupal
Fonte: Projeto Crescer e Ser
Objetivo: Criar oportunidade para que os participantes façam uma reflexão sobre 
as dificuldades e as contribuições de cada integrante no grupo.
Material: Uma folha de papel sulfite e um lápis ou caneta para cada participante.
Procedimento
1. Grupo sentado em círculo.
2. Distribuir papel e lápis para os membros do grupo.
26Oficina Telecentros comunitários
3. Pedir   que   respondam   sinceramente   por   escrito:   “Qual   a   minha   maior 
dificuldade neste grupo?”
4. Recolher todos os escritos, misturá­los e redistribuí­los.
5. Cada participante lê alto as dificuldades do outro como se fossem suas e dá 
sugestão para resolvê­las.
6. Plenário – analisas as sugestões surgidas:
- Quais são as maiores dificuldades do grupo?
- Que sugestões chamaram a sua atenção?
- De tudo o que ouviu, o que surpreendeu você?
7. Comentário:   Esta   atividade   permite   a   cada   um   avaliar   a   sua   própria 
inserção no grupo e buscar formas para resolver as dificuldades levantadas. 
Possibilita ao facilitador perceber entraves existentes no grupo e, a partir 
deles, criar  novas  dinâmicas com  o  objetivo  de  esclarecê­los e   torná­los 
transparentes para todos.
Execução do relato das atividades do encontro anterior pelo relator. 
Fazendo MetaReciclagem
Metodologia: Confecção de esculturas MetaRecicladas
27Oficina Telecentros comunitários
Figura 8 – Dom Quixote Digital – Acervo MetaReciclagem
Objetivos: Criar novas oportunidades de geração de renda e trabalho, a partir de 
princípios criativos de reapropriação tecnológica, ou seja, da invenção de novas 
formas de utilização do material. 
Desenvolver a criatividade e a livre 
expressão,   promovendo   assim,   estímulos   a   comunicação   e   a   cultura   e   um 
fortalecimento   da   auto­estima.   Esta   atividade   serve,   então,   para   reforçar   os 
vínculos com os objetivos educacionais da oficina.
Material   necessário:  Furadeira   (1   ou   2,   se   possível),   brocas   de   aço,   fio   de 
extensão, arame fino (1 rolo), farta sucata de informática (gabinetes, chips, placas, 
mouses etc), martelos, chaves Philips, chaves de fenda e alicates.
Desenvolvimento:
1. Colocar todo o material relacionado no centro da sala.
2. Explicar a atividade para os participantes.
3. Eles   deverão   se   expressar   livremente   na   confecção   de   esculturas, 
utensílios úteis ou qualquer outra manifestação criativa que tiverem.
4. Exposição das obras para todo o grupo.
28Oficina Telecentros comunitários
5. Estimular uma discussão em torno do tema MetaReciclagem
Comentário:   Promover   uma   reflexão   à   respeito   das   sensações   despertadas   na 
criação da obra pode auxiliá­los a uma maior percepção de si próprios.
Após   trabalhar   idéias   do   texto   complementar,   estimular   que   os 
participantes   reflitam   como   algumas   dessas   idéias   podem   ser   aplicadas   na 
unidade Casa Brasil.
Finalizar o encontro com a avaliação diária (descrita anteriormente) e 
com um “bate­papo” informal, com o intuito de percepção dos sentimentos dos 
participantes quanto as atividades do dia. 
29Oficina Telecentros comunitários
Texto complementar – Encontro 3
Projeto MetaReciclagem Campinas
Introdução
MetaReciclagem   é   uma   metodologia   descentralizada   de   reapropriação 
tecnológica para a transformação social. Os principais focos da MetaReciclagem 
são a criação de centros de MetaReciclagem e a pesquisa e desenvolvimento de 
alternativas tecnológicas livres e flexíveis. Os centros de MetaReciclagem tornam­
se esporos descentralizados de logística distribuída. Os metarecicleiros também 
promovem a criação de ConecTAZes, instâncias temporárias ou permanentes de 
uso de tecnologia metareciclada.
MetaReciclagem   é   principalmente   uma   idéia.   Uma   idéia   sobre   a 
reapropriação   de   tecnologia   objetivando   a   transformação   social.   Esse   conceito 
abrange   diversas   formas   de   ação:   da   captação   de   computadores   usados   e 
montagem   de   laboratórios   reciclados   usando   software   livre,   até   a   criação   de 
ambientes de circulação da informação através da internet, passando por todo tipo 
de   experimentação   e   apoio   estratégico   e   operacional   a   projetos   socialmente 
engajados.
Uma metodologia que propõe uma perspectiva geradora de autonomia para 
ações inseridas no contexto da inclusão digital: resumidamente, este é o conceito 
motivador   da   MetaReciclagem.   Inicialmente,   os   projetos   de   inclusão   digital 
estavam em grande medida associados à idéia de acesso à tecnologia. Muitos 
projetos surgiram culminando num modelo, com algumas diferenças entre si, de 
TeleCentro   –local   de   acesso   público   a   computadores   e   à   Internet,   onde   os 
usuários têm um tempo limitado de acesso e podem realizar cursos e atividades 
de   interesse   próprio,   mas   sem   a   possibilidade   de   tomar   a   tecnologia   com   as 
próprias   mãos   e   experimentar   diferentes   usos.   Em   outras   palavras:   têm   a 
liberdade   de   acesso   à   informação,   mas   não   a   liberdade   de   manipulação   da 
tecnologia. 
Essa   questão   levou   os   integrantes   do   projeto   MetaReciclagem   a   uma 
profunda   reflexão   conceitual   e   filosófica   a   respeito   da   efetiva   apropriação   da 
tecnologia pelas comunidades como uma ferramenta de expressão, de produção 
30Oficina Telecentros comunitários
simbólica, de efetivo domínio do saber­fazer e adaptação à realidade local. Enfim, 
como meio de construção de conhecimento dentro daquilo que pode ser chamado 
de artesanato tecnológico. 
Dessa forma, a MetaReciclagem propõe que um projeto efetivo de inclusão 
social através da tecnologia deve partir de um princípio gerador capaz de garantir 
sustentabilidade, capaz de permitir o efetivo domínio da apropriação da tecnologia, 
além da replicação do conceito em outras áreas de interesse. Daí a idéia de captar 
computadores   antigos,   o   lixo   digital,   sucata   tecnológica   que   fica   à   margem   do 
mundo dos negócios por conta da falsa obsolescência incentivada pela indústria, e 
que conseqüentemente possui valor comercial baixo ou praticamente nulo. Com a 
sucata, novos computadores são construídos, as máquinas passam a pertencer 
àqueles   que   as   reciclaram   (e   não   mais   'ao   projeto'),   permitindo   abrir   os 
computadores, examinar minúcias, construir conhecimento a partir dos meios de 
evolução   da   tecnologia,   sem   problemas   legais   de   patrimônio   das   máquinas, 
prazos de garantia e suporte especializado, entre outras questões. O lixo gerado 
desse processo de reciclagem é também um novo canal econômico para essas 
comunidades: a separação do plástico duro, do metal das máquinas, dos cabos, 
entre outros materiais, que podem ser vendidos separadamente, contribuindo com 
mais um nicho de desenvolvimento econômico sustentável. 
Como meio de operar essas máquinas e permitir também o efetivo domínio 
da   tecnologia   do   software,   é   utilizado   o   software   livre,   que   também   permite   a 
adaptação   de   códigos   e   uma   distribuição   legalizada   dos   computadores   e   dos 
sistemas utilizados. 
É aqui que temos, portanto, o processo da MetaReciclagem: construir junto 
com   as   comunidades   um   processo   de   autonomia   tecnológica   baseada   em 
princípios da reciclagem e do software livre, abrir canais de geração de trabalho e 
renda   com   base   nos   produtos   desse   processo,   obter   não   apenas   o   acesso   à 
tecnologia, mas a efetiva apropriação da mesma como meio de desenvolvimento e 
criação. Dessa forma, comunidades iniciam a venda de produtos de tecnologia a 
baixo custo para um público interno, ocupam espaços em Centros Comunitários 
criando   TeleCentros   para   acesso   a   tecnologia   reciclada,   laboratórios   de 
reciclagem viram centros de formação profissional local. 
31Oficina Telecentros comunitários
A   MetaReciclagem   se   dissemina   através   da   replicação   de   esporos 
independentes e autônomos por todo o país, onde o acesso à tecnologia reciclada 
torna­se mais simples e imediato, de tal forma a criar a cultura da reciclagem de 
computadores como meio de desenvolvimento social e de geração de trabalho e 
renda. 
MetaReciclagem Campinas e o Projeto Rede Jovem.com
A  idéia   de   implementação   do   projeto   MetaReciclagem   Campinas   é  a   de 
articular o projeto dentro do contexto do projeto de  Inclusão Digital da Secretaria 
do Trabalho e  de Assistência Social, o Rede Jovem.com. O projeto  preza pela 
multiplicidade de ações e de parceiros na criação e na gestão dos telecentros da 
cidade   de   Campinas,   permitindo   uma   visão   plural   das   várias   possibilidades   e 
modelos de inclusão digital. O MetaReciclagem visa se integrar como estratégia 
de   política   pública   na   gestão   de   recursos   tecnológicos   para   inclusão   digital   e 
estratégia   pedagógica   para   replicação   do   processo   de   apropriação   tecnológica 
visando a geração de trabalho e renda.
Dessa forma, o projeto se estrutura através dos seguintes eixos temáticos a 
seguir,  os  quais  irão   se  desenrolar  em   20  unidades de   TeleCentros  do   projeto 
Rede Jovem.com:
− Gestão de Telecentros;
− Oficinas de Conhecimentos Livres;
− Pesquisa Tecnológica e Integração Universitária;
− Laboratório de MetaReciclagem.
A   seguir,   iremos   detalhar   cada   um   dos   eixos   temáticos   e   a   forma   de 
desenvolvimento de suas ações.
Laboratório de MetaReciclagem
A idéia desse eixo do projeto é a criação de um laboratório para reciclagem 
de   computadores,   organização   logística   e   centro   de   formação   em   tecnologias 
livres como forma de fornecer estrutura tecnológica para a execução do projeto. 
Neste   laboratório,   teremos   um   vivo   espaço   de   reciclagem   de   computadores, 
32Oficina Telecentros comunitários
construção   do   processo   de   vivênvia   e   experienciação   da   tecnologia,   indo   da 
recuperação de computadores para sua reintegração no mercado ao processo de 
reapropriação   tecnológica   do   lixo   digital   na   forma   da   construção   de   novos 
materiais, partindo de princípios artísticos, do artesanato e da criação de novos 
produtos reciclados. Outra preocupação constante do MetaReciclagem e também 
foco de formação no contexto do projeto é a questão ambiental relacionada ao lixo 
tecnológico,   ou   seja,   práticas   e   princípios   envolvidos   na   reciclagem   de 
computadores   que   possam   potencializar   seu   uso   de   forma   limpa   e   adequada, 
como maneira de auxiliar  no  processo de preservação do meio ambiente e de 
reaproveitamento de recursos naturais.
O laboratório será localizado em espaço indicado pela Prefeitura, como o 
caso do Centro de Referência da Juventude, onde irá desenvolver as seguintes 
tarefas:
− Posto   de   coleta   e   recebimento   de   doações   de   computadores,   peças, 
baterias,   celulares,   enfim,   da   ampla   gama   de   possibilidades   do   lixo 
eletro­eletrônico;
− Triagem e organização logística do material recebido;
− Reparos e manutenção em computadores dos 20 telecentros da Rede 
Jovem.com inseridos na estratégia de MetaReciclagem;
− Reaproveitamento   de   materiais   inutilizados   para   uso   em   tecnologia 
digital (ver figura 1 e 2);
− Pintura dos computadores e periféricos (ver figura 3 e 4);
− Cursos nas áreas acima  mencionadas e  contínuo  estágio  de  vivência 
profissional   nas   áreas   da   montagem,   manutenção   e   reciclagem   de 
computadores.
33Oficina Telecentros comunitários
             Figura 9 e 10 – Chaveiros e Agenda de Placa Reciclada – Acervo MetaReciclagem
As figuras 9 e 10 demonstram materiais criados a partir da reciclagem de 
peças de computadores usados que já não poderiam mais ser recuperados para 
seu uso fim. Dessa forma, cria­se novas oportunidades de geração de renda e 
trabalho, a partir de princípios criativos de reapropriação tecnológica, ou seja, da 
invenção de novas formas de utilização do material. A idéia desse lado do projeto 
é criar condições e estrutura para que os participantes dessas oficinas possam 
replicar essa prática em suas realidades locais podendo, eventualmente, criarem 
empreendimentos   populares   como   mecanismo   de   construção   de   alternativas 
sociais à exclusão.
As   figuras   11   e   12   (computadores   pintados)   revelam   o   lado   artístico   do 
MetaReciclagem como forma de construção da identidade visual dos usuários de 
um TeleCentro, dentro de sua localidade, dentro de sua linguagem de expressão. 
A idéia que se expressa aqui é a de que todo telecentro construído pelo projeto 
seja   em   parceria   com   sua   comunidade   local,   onde   a   primeira   atividade   de 
ocupação   do   espaço   se   dá   através   da   pintura   de   máquinas   recicladas   com   o 
objetivo de efetivar essa apropriação da tecnologia para inclusão digital.
34Oficina Telecentros comunitários
Figura 11 e 12 – Computadores MetaReciclados – Acervo MetaReciclagem
Gestão de Telecentros
Amparado pelo Laboratório de MetaReciclagem, o projeto tem por objetivo a 
construção e a gestão de 20 telecentros espalhados pela cidade de Campinas. A 
dinâmica de construção e gestão desses telecentros se dará através da seguinte 
estrutura:
− As   máquinas   servidoras   de   aplicações,   equipamentos   e   estrutura   de 
rede, mobiliário, estrutura elétrica serão disponibilizadas pela Prefeitura 
de Campinas nos espaços alocados para tal fim;
− Cabe   ao   projeto   a   captação,   reciclagem,   pintura   e   montagem   dos 
telecentros nos locais disponibilizados para tal fim em parceria com sua 
comunidade   local,   sendo   o   material   de   pintura   e   equipamentos 
fornecidos pelo convênio com a prefeitura;
− Os monitores de cada telecentro serão jovens formados no laboratório 
de MetaReciclagem e bolsistas da prefeitura, tendo como estrutura de 
suporte técnico 2 técnicos do MetaReciclagem que ficarão móveis entre 
as unidades de telecentro;
− Todos os telecentros da rede serão interligados através de um portal de 
publicação   coletiva   e   de   compartilhamento   de   arquivos   entre   os 
usuários. O objetivo do portal é fornecer uma estrutura de conversação 
entre   os   múltiplos   atores   dos   telecentros,   usando   esse   canal   de 
comunicação como meio de articulação de ações, projetos e atividades. 
O portal será construído e mantido pela equipe MetaReciclagem;
− Cabe a gestão de telecentros a metodologia de uso dos telecentros e a 
realização de oficinas na comunidade e integração de todo o processo 
com o laboratório de MetaReciclagem.
35Oficina Telecentros comunitários
Oficinas de Conhecimentos Livres
Dentro de cada unidade de Telecentro e no laboratório de MetaReciclagem 
irão   ocorrer   as   oficinas   de   conhecimentos   livres,   que   serão   inicialmente 
implantadas   no   laboratório   de   MetaReciclagem   pelos   membros   do   projeto   e 
replicadas nas unidades de telecentro pelos monitores. A dinâmica das oficinas se 
dará da seguinte forma:
– os monitores dos telecentros receberão as oficinas em seu período de 
formação   inicialmente   no   Laboratório   de   MetaReciclagem,   em 
cronograma a ser especificado a cada período de formação;
– os monitores replicarão os cursos em cada telecentro que for de sua 
responsabilidade  a  monitoria  em  cronogramas a  serem   estabelecidos 
pela equipe de Gestão de Telecentros;
– os   monitores,   periodicamente,   irão   voltar   ao   laboratório   de 
MetaReciclagem para participarem de novas oficinas;
– os membros do MetaReciclagem irão aos telecentros, periodicamente, 
oferecem novas oficinas em parceria com os monitores locais para a 
comunidade;
– será   disponibilizada   a   comunidade   de   usuários   do   Telecentro   e   aos 
monitores dos Telecentros uma ferramenta de ensino à distância, com 
todo   o   material   disponível   para   download   e   a   relização   de   aulas   no 
ambiente da Internet;
– as oficinas versam a respeito dos seguintes temas:
– manutenção e montagem de computadores;
– o processo da reciclagem de computadores;
– introdução ao uso do sistema operacional Linux;
– aplicativos básicos de produção de documentos;
– uso da Internet e ferramentas básicas;
– colaboração em rede e compartilhamento de informações;
– criação de produtos a partir de material reciclado;
– desenvolvimento de software;
– produção de sites;
– criação   de   empreendimentos   populares   a   partir   da   tecnologia 
social.
36Oficina Telecentros comunitários
Pesquisa Tecnológica e Integração Universitária
Um ponto relevante para o projeto é a contínua experimentação e pesquisa 
através dos canais daquilo que podemos chamar de tecnologia social. Software 
livre,   reciclagem   tecnológica,   reapropriação   de   tecnologia,   sistemas   sociais 
colaborativos,   enfim,   um   amplo   conjunto   de   possibilidades   de   construção   de 
tecnologia alternativas e reinvenção a partir dos seus princípios constitutivos.
Dessa   forma,   um   dos   lados   da   gestão   estará   focada   na   pesquisa   e 
relacionamento   com   projetos   universitários,   através   de   suas   instituições   de 
extensão,   centros   acadêmicos   e   empresas   juniores.   Por   objetivo   específico,   a 
pesquisa tem por objetivo desenvolver:
− uma fábrica de software, lançando temas de pesquisa e desenvolvimento 
para os usuários de telecentros e monitores alocados;
− customização e projetos de tecnologia livre (ver exemplo na figura 5).
Na   figura   12,  podemos  observar   um   robô  simples  construído   a  partir   do 
reúso   de   um   drive   de   disquete   de   um   computador   pessoal.   É   através   desses 
mecanismos de reapropriação que o projeto versa como meio de construção de 
autonomia tecnológica.
        Figura 12 – Robô de Floppys (reinvenção tecnológica) – Acervo MetaReciclagem
37Oficina Telecentros comunitários
Unidade 02 ­ Vivenciando um Telecentro.
Encontro 04 – Governo eletrônico
Início das atividades do dia
Metodologia: Dinâmica de grupo
Técnica: Do jornal
Fonte: Site http://www.formador.com.br/ 
Objetivo: Trabalhar o equilíbrio, o ato de acolher e ser acolhido e o sentimento em 
relação ao próximo.
Material: Uma folha de jornal para cada participante.
Procedimento
1. Cada pessoa recebe uma folha de jornal, abre e coloca no chão à sua frente.
2. O   facilitador   fala:   “DENTRO”   –   a   pessoa   pisa   sobre   o   jornal.   Depois   fala 
“FORA”   –   a   pessoa   sai   de   cima   do   jornal.   Depos   fala:   “TROCANDO   DE 
LUGAR” – a pessoas pisa sobre o jornal do colega ao lado.
3. Após alguns comandos, o facilitador retira um jornal e quem sobrar, fica junto 
a outro colega no jornal dele.
4. E assim sucessivamente até não caiba mais todos no mesmo jornal.
Comentário:  Após   a   atividade,   é   importante   o   oficineiro   promover   o 
levantamento pelos próprios integrantes da oficina do conteúdo que foi trabalhado 
na dinâmica. Esta trata especificamente de união, cooperação, respeito, valores 
pessoais, coletivos, além de funcionar como uma dinâmica quebra­gelo.
Execução do relato das atividades do encontro anterior pelo relator. 
38Oficina Telecentros comunitários
Acessando serviços de Governo eletrônico
Metodologia: Navegação nos serviços de Governo eletrônico
Objetivos: Fomentar a cidadania e a inclusão social.
Material necessário: Sala de informática.
Desenvolvimento:
1. Encaminhar a turma para a sala do telecentro.
2. Ligar os computadores e acessar a Internet.
3. Iniciar a utilização destes serviços.
Consultando o CEP de um logradouro (local público: rua, avenida etc)
1. Digite http://www.e.gov.br/
Figura 13 – Site dos Correios
39Oficina Telecentros comunitários
2. Clique em Correios
3. Clique CEP – Correios
   
Figura 14 – Site dos Correios
4. Digite os dados pedidos.
40Oficina Telecentros comunitários
Figura 15 – Site dos Correios
5. Anote o CEP desejado que aparecerá na tela.
Figura 16 – Site dos Correios
41Oficina Telecentros comunitários
Fazendo contribuições em programas do Governo Federal
1. Digite: http://www.governoeletronico.gov.br/governoeletronico/
2.Clique em Consultas Públicas.
Figura 17 – Site dos Correios
2. Clique   em   Faça   seu   cadastro   (no   caso   de   ser   um   novo   usuário)   ou   em 
Consultas em andamento (se for usuário já cadastrado).
3. Clique em Consultas em Andamento.
4. Selecione qual consulta você quer contribuir.
5.  Faça a sua contribuição.
42Oficina Telecentros comunitários
Figura 18 – Site do Governo Eketrônico
Figura 19 – Site do Governo Eletrônico 
43Oficina Telecentros comunitários
Textos de apoio – Encontro 4
O que é o Programa GESAC?
O  programa  GESAC  –  Governo  Eletrônico  –  Serviço  de  Atendimento  ao 
Cidadão, do Governo Federal, tem como meta disponibilizar acesso à Internet e 
mais um conjunto de outros serviços de inclusão digital à comunidades excluídas 
do acesso e dos serviços vinculados à rede mundial de computadores. 
A   Internet   é   hoje   uma   importante   via   de   comunicação   e   de   cidadania. 
Conhecer   e   fazer   uso   dessas   tecnologias   deve   deixar   de   ser   um   privilégio   de 
poucos   para   transformar­se   em   um   extraordinário   fator   de   promoção   social, 
possibilitando, inclusive, abertura de oportunidades de trabalho para milhões de 
pessoas. 
No Programa GESAC serão beneficiadas prioritariamente as comunidades 
que apresentarem baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e que estejam 
localizadas   em   regiões   onde   as   redes   de   telecomunicações   tradicionais   não 
oferecem acesso local à internet em banda larga. Segundo pesquisa divulgada em 
setembro de 2003 pela ANATEL, somente 8% da população brasileira têm acesso 
à internet. Desse total, apenas 9,3% pertencem às classes C, D e E. Esse é o 
atual quadro da nossa exclusão digital. 
Contribuir  para mudar esta realidade é o principal objetivo do  programa. 
Não   apenas   levando   o   acesso   à   internet   mas,   provendo   um   conjunto   de 
facilidades adicionais para que as comunidades explorem ao máximo todos estes 
recursos informacionais. 
O Governo acredita estar diante da oportunidade da criação de uma rede 
horizontal   solidária   de   cooperação,   que   possibilite   maior   intercâmbio   de 
informações,   oportunidades   para   melhoria   da   vida,   geração   de   cultura   e   de 
negócios. A implementação de projetos e políticas públicas na área social podem 
ser mais eficazes graças a esse canal de comunicação. 
No   dia   16   de   junho   de   2003   foi   disponibilizado   o   primeiro   Ponto   de 
Presença GESAC: no Colégio Estadual Belmiro Soares, cidade de Paranaiguara­
GO. Quando em março de 2004 este número tinha alcançado 3.200 comunidades 
com o serviço GESAC, com média superior a 400 instalações por mês.
44Oficina Telecentros comunitários
Cerca de 22 mil computadores estão conectados na rede GESAC, e com 
comunicação à internet. Assim, as perspectivas é de atender um número superior 
de 6,4 milhões de pessoas. 
A conexão é estabelecida por meio de satélite, facilitando alcançar regiões 
Histórico do Governo Eletrônico
2000
No ano 2000 o Governo Brasileiro lançou as bases para a criação de uma 
sociedade digital ao criar um Grupo de Trabalho Interministerial com a finalidade 
de examinar e propor políticas, diretrizes e normas relacionadas com as novas 
formas eletrônicas de interação, através do Decreto Presidencial de 3 de abril de 
2000. As ações deste Grupo de Trabalho em Tecnologia da Informação, 
formalizado pela Portaria da Casa Civil no 23 de 12 de maio de 2000 coadunaram­
se com as metas do programa Sociedade da Informação, coordenado pelo 
Ministério da Ciência e Tecnologia.
Por orientação do governo, o trabalho do GTTI concentrou esforços em três das 
sete linhas de ação programa Sociedade da Informação. 
Universalização de serviços;
Governo ao alcance de todos; e
Infra­estrutura avançada.
Em julho de 2000, o GTTI propôs uma nova política de interação eletrônica do 
Governo com a sociedade apresentando um relatório preliminar GTTI­Consolidado 
contendo um diagnóstico da situação da infra­estrutura e serviços do Governo 
Federal, as aplicações existentes e desejadas e a situação da legislação de 
interação eletrônica.
O estabelecimento do Comitê Executivo de Governo Eletrônico (Decreto de 18 de 
Outubro de 2000) pode ser considerado um dos grandes marcos do compromisso 
do Conselho de Governo em prol da evolução da prestação de serviços e 
informações ao cidadão.
45Oficina Telecentros comunitários
O Comitê Executivo de Governo Eletrônico ­ CEGE tem o objetivo de formular 
políticas, estabelecer diretrizes, coordenar e articular as ações de implantação do 
Governo Eletrônico e, atendendo a um Plano de Metas, apresentou, em 
20/09/2000, o documento "Política de Governo Eletrônico"
2002
Em setembro de 2002 foi publicado um documento com o balanço das atividades 
desenvolvidas nos 2 anos de Governo Eletrônico, com capítulos dedicados à 
política de e­Gov, avaliação da implementação e dos resultados, além dos 
principais avanços, limitações e desafios futuros do programa. O documento foi 
elaborado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério 
do Planejamento, com a colaboração dos membros do Comitê Executivo e 
constitui uma base de informações para a continuidade do programa em 2003.
2003
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através da Secretaria (SLTI) 
exerce as atribuições de Secretaria­Executiva e garante o apoio técnico­
administrativo necessário ao funcionamento do Comitê.
Em 29 de novembro de 2003, a Presidência da República publicou um Decreto 
criando 8 Comitês Técnicos de Governo Eletrônico, a saber:
I ­ Implementação do Software Livre;
II ­ Inclusão Digital;
III ­ Integração de Sistemas;
IV ­ Sistemas Legados e Licenças de Software;
V ­ Gestão de Sítios e Serviços On­line;
VI ­ Infra­Estrutura de Rede;
VII ­ Governo para Governo ­ G2G, e
VIII ­ Gestão de Conhecimentos e Informação Estratégica.
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através da Secretaria (SLTI) 
exerce as atribuições de Secretaria­Executiva e garante o apoio técnico­
46Oficina Telecentros comunitários
administrativo necessário ao funcionamento do CEGE e supervisiona os trabalhos 
dos Comitês Técnicos interagindo com seus coordenadores.
Retirado de:
http://www.governoeletronico.gov.br/governoeletronico/
47Oficina Telecentros comunitários
Unidade 02 ­ Vivenciando um Telecentro.
Encontro 05 – Acessa saúde.
Figura 20 – Vírus – Fonte: http://www.cbpf.br/~eduhq/html/tirinhas/tirinhas.php
Início das atividades do dia
Metodologia: Dinâmica de grupo
Técnica: Nó humano
Objetivo: Trabalhar temas como: planejamento, obstáculos na vida, organização, 
união, colaboração, participação etc
Material: não há necessidade de nenhum material.
Procedimento
1. Organize o grupo em círculo, encostados ombro a ombro.
2. Peça   para   que   todos   estiquem   o   braço   direito   em   direção   ao   centro   do 
círculo.
48Oficina Telecentros comunitários
3. Oriente­os a segurar a mão de uma pessoa que não seja sua vizinha do lado 
direito ou da lado esquerdo do círculo.
4. Peça agora para que todos estiquem o braço esquerdo em direção ao centro 
do círculo.
5. Oriente­os novamente a segurar a mão de uma pessoa que não seja sua 
vizinha do lado direito ou da lado esquerdo do círculo.
6. Explique que eles devem voltar a fazer um círculo livre sem soltar as mãos 
uns dos outros. Ao final, as pessoas podem estar voltadas para dentro ou 
para fora do círculo.
Comentário: Após a dinâmica, discuta a importância do trabalho em grupo, 
da iniciativa, organização, união etc, para o sucesso do coletivo.
 
Execução do relato das atividades do encontro anterior pelo relator. 
Pesquisando temas relacionados à saúde.
Metodologia:  Navegação   em   sites   de   busca   (Google,   Altavista,   Cadê   etc)   e 
inserção   de   palavras­chave   vinculadas   a   temas   de   saúde   do   cotidiano   dos 
participantes. Por exemplo: métodos contraceptivos, drogas, doenças sexualmente 
transmissíveis, sexualidade, alimentação saudável etc).
Objetivos:  Incentivar   a   compreensão   e   utilização   do   Telecentro   como   local   de 
pesquisa de temas relacionados a saúde, educação, cidadania etc.
Material necessário: uso do Telecentro.
Procedimento
1. Encaminhar a turma para a sala do telecentro.
2. Ligar os computadores e acessar a Internet.
3. Iniciar a utilização dos serviços de busca.
4. Tema sugerido para este encontro: drogas
49Oficina Telecentros comunitários
5. Os participantes devem fazer uma pesquisa sobre tipos de drogas, suas 
características e conseqüências físicas, psicológicas e sociais do seu uso.
6. Os participantes deverão enviar  por  e­mail a pesquisa realizada para o 
oficineiro e para as demais pessoas da oficina.
7. Após   a   atividade   no   computador,   o   oficineiro   deve   criar   um   roda   de 
discussão   a   respeito   do   tema   pesquisado,   estimulando­os   a   participar 
ativamente do debate.
Comentário: O tema da pesquisa pode ser qualquer um relacionado a saúde do 
jovem. O importante é a reflexão sobre o tema e as possibilidades de pesquisa na rede 
mundial de computadores presente no Telecentro.
Aponte   a   importância   das   pesquisas   serem   realizadas   em   sites   sérios,   de 
instituições conhecidas e organizadas. Blogs e Orkut devem ser evitados para este fim.
 Referência de sites sobre drogas
www.senad.gov.br/novas%20cartilhas/Livreto.pdf 
http://www.scielo.br/pdf/csp/v14n2/0116.pdf
 Leve este ou outro texto para o encontro e estimule­os a fazerem pesquisas a 
respeito do tema indicando esses ou outros links.
  Finalizar o encontro com a avaliação diária (descrita anteriormente) e com um 
“bate­papo”   informal,   com   o   intuito   de   percepção   dos   sentimentos   dos 
participantes quanto as atividades do dia. 
50Oficina Telecentros comunitários
Texto de apoio
Veja Quem Tem Razão
Você vive num quarto escuro e fechado e diz estar
aberto para o mundo.
Você diz que ninguém fala a verdade, no entanto,
mente o tempo todo para você mesmo.
Fala que ninguém o deixa viver em paz, contudo, vive
cheio de agressividade.
Você quer toda liberdade do mundo, porém, vive com
medo de ser preso.
Você grita que é forte e que sabe o que faz, mas, receia
a própria sombra.
Você pede para que lhe deixem voar, entretanto, vive
fora do ar ou no fundo do poço.
Você vive dizendo que quer ganhar muito dinheiro,
todavia, queima tudo o que você ganha e o que tem.
Você diz que precisa de uma chance, mas, joga todas as
chances fora.
Você vive dizendo que quer ter amigos, no entanto, não
percebe que é seu maior inimigo.
Você se diz muito esperto e que não leva desaforo para
a casa, porém, aceita ser dotado por quem lhe
escraviza.
Você quer um pedacinho do Céu e não percebe que faz
da sua vida um completo inferno.
Você caminha a passos largos para a morte e diz que
isso é vida .
Fonte:
www.pm.ac.gov.br/proerd/index.html
51Oficina Telecentros comunitários
Unidade 03 ­ Reinventando o Telecentro.
Encontros 06 e 07 – Parceria comunidade e Telecentro.
Início das atividades do dia (Encontro 06)
Metodologia: Dinâmica de integração
Técnica: 1, 2, 3
Fonte: http://www.formador.com.br
Objetivo: Animar o grupo para início das atividades do dia.
Material: Não há necessidade de nenhum material.
Desenvolvimento: 
1. O facilitador solicita aos participantes que formem duplas, convidando 
algum participante para ser voluntário na explicação.
2. O facilitador demonstra com o voluntário como contar 1, 2, 3 (“Eu falo 1, 
você fala 2, eu falo 3, você fala 1...”).
3. Explica   que   toda   vez   que   qualquer   um   dos   dois   disser   1,   deve­se 
mostrar   a   língua.   Pede­se   aos   pares   que   exercitem   uma   vez   para 
praticar.
4. O   facilitador   explica   ainda   que   toda   vez   que   qualquer   um   dos   dois 
disser 2, deve­se fazer uma flexão de pernas. Pede­se novamente aos 
pares que exercitem esse movimento para praticar.
5. Finaliza então dizendo que toda vez que qualquer um dos dois disser 3, 
deve dar uma “reboladinha”.
6. Então   o   facilitador   desafia   as   pessoas   a   realizarem   o   movimento   5 
vezes sem errar.
 
Execução do relato das atividades do encontro anterior pelo relator. 
52Oficina Telecentros comunitários
Montando um plano de participação da comunidade no Telecentro.
Metodologia: Trabalho em grupo
Técnica:  Criação   da   Associação   dos   Amigos   do   Telecentro   Comunitário   e   do 
Telecartão (Carteirinha do usuário Telecentro).
Objetivos:  Promover a construção, pelos próprios participantes, de um plano de 
criação, desenvolvimento e divulgação do Cartão do usuário do Telecentro.
A   geração   de   um   cartão   do   Telecentro   visa   atrair   as   pessoas   da 
comunidade para o Telecentro através de benefícios diversos, como por exemplo, 
descontos nos estabelecimentos comerciais cadastrados, para o proprietário do 
cartão.
Material necessário:  Folhas de papel sulfite. Canetas ou lápis. Folhas de papel 
pardo ou cartolina e pincéis atômico.
Desenvolvimento: 
1. Forme 4 equipes de 5 pessoas, em um grupo de 20. 
2. Entregue a cada equipe os pápeis e canetas.
3. Explique o objetivo da atividade.
4. Defina uma tarefa para cada equipe.
Equipe 01 – Ficará responsável pela criação de todas as regras 
de utilização do Telecartão e pela confecção do mesmo (o layout do 
cartão).   Deverá,   portanto,   instituir   como   uma   pessoa   deve   agir   para 
conseguir,   manter   e   usar   o   seu   Telecartão.   Definir   quais   serão   os 
direitos e deveres de um usuário do Telecartão.
Equipe   02   –   Ficará   responsável   pela   criação   de   ações   que 
possibilitem   a   impressão   e   divulgação   do   Telecartão   junto   à 
comunidade.   Isto   é,   vai   desenvolver   um   plano   de   parcerias   com 
gráficas, empresas de publicidade ou outras para viabilizar a confecção 
53Oficina Telecentros comunitários
do Telecartão. Além disso, desenvolver estratégias junto a comunidade 
para tornar o Telecartão conhecido e atrativo.
Equipe 03 – Ficará responsável pelo contato com as empresas 
da comunidade (ou também de fora), explicação do funcionamento do 
Telecartão e cadastro destas firmas. Pedir a elas que determinem um 
possível   valor   de   desconto   para   produtos   ou   serviços   para   os 
portadores   do   Telecartão   e   que,   em   contrapartida,   terão   uma   maior 
procura   por   cliente   devido   aos   descontos   dados,   aumentando   assim 
seus   lucros.   Este   grupo   poderá   sair   da   sala   para   iniciar   contatos   e, 
assim, ter uma visão mais real desta atividade.
Equipe 04 – Ficará responsável pela criação da Associação dos 
Amigos   do   Telecentro   comunitário,   com   suas   normas,   atribuições, 
finalidades   e   responsáveis.   Além   disso,   promoverá   a   integração   do 
trabalho de todos os grupos, visando uma harmonia do processo como 
um todo.
Comentário: Após os trabalhos, deverá ser criado um documento 
único, completo, organizado, a ser disponibilizado na rede com fins de 
se multiplicar em todos os Telecentros comunitários da cidade.
É relevante  a discussão  da  importância desta iniciativa para  a 
tríade Telecentro x Comunidade x Cidadão. 
 Finalizar o encontro com a avaliação diária (descrita anteriormente) e com um 
“bate­papo”   informal,   com   o   intuito   de   percepção   dos   sentimentos   dos 
participantes quanto as atividades do dia. 
54Oficina Telecentros comunitários
Início das atividades do dia (Encontro 07)
Metodologia: Dinâmica de aquecimento.
Técnica: “O hospício pegou fogo...”
Objetivo: Animar o grupo para início das atividades do dia.
Material: não há necessidade de nenhum material.
Desenvolvimento: 
1. Forma­se um círculo com as cadeiras e todos os participantes se 
sentam; menos um que não vai ter cadeira e vai ficar no centro 
(pode ser o próprio oficineiro).
2. A pessoa do meio vai falar a seguinte frase: “O hospício pegou 
fogo para as pessoas que estão de meia branca” (isso é só um 
exemplo).
3. Todas as pessoas que estão de meia branca têm que trocar de 
lugar uma com a outra. A pessoa que está no centro procura uma 
cadeira   para   se   sentar   rapidamente.   Sempre   vai   sobrar   uma 
pessoa   no   centro.   Os   que   não   estavam   de   meia   branca 
permanecem em seus lugares.
4. Quem sobrar no meio recomeça o jogo.
Comentário: Podem ser usados todos os tipos de características, tais como: pele 
morena, alta, de óculos, com tênis etc.
 
Execução do relato das atividades do encontro anterior pelo relator. 
Continuação da atividade: Montando um plano de participação da comunidade no 
Telecentro.
55Oficina Telecentros comunitários
Finalizar   o   encontro  com   a   avaliação   diária   (descrita   anteriormente)   e   com   um 
“bate­papo”   informal,   com   o   intuito   de   percepção   dos   sentimentos   dos 
participantes quanto as atividades do dia. 
56Oficina Telecentros comunitários
Unidade 04 – A semente é criada.
Encontros 08 – Documentando a oficina.
Início das atividades do dia.
Metodologia: Dinâmica de integração
Técnica: Quem será o assassino???
Objetivo:  Estimular   a   comunicação,   percepção,   descontração,   interação, 
persuasão e integrações grupais.
Material: Pequenos pedaços de papel do mesmo tamanho contendo a letra A, de 
assassino ou a letra I, de inocente. Só haverá um papel com a letra A, os demais 
terão a letra I.
Desenvolvimento: 
1. Conta­se   uma   história   pedindo   que   os   participantes   a   acompanhem 
comportando­se conforme o indicado.
2. O oficineiro inicia a história:
“Na   calada   da   noite,   todos   dormem   (todos   abaixam   a   cabeça   e 
fecham os olhos). Menos o assassino (a pessoa que sorteou a letra A, 
levanta   a   cabeça   silenciosamente,   para   que   ninguém   a   perceba),   que 
mata uma pessoa (o assassino aponta a pessoa que ele deseja matar e 
abaixa   a   cabeça   novamente).   O   dia   amanhece   e   todos   acordam   (as 
pessoas   abrem   os   olhos),   menos   (fala­se   o   nome   da   pessoa   que   o 
assassino matou), que foi assassinada (o)” 
3. O participante que ”morreu” passará a ser observador.
4. Em seguida, as pessoas do grupo irão acusar um ou mais participantes 
de ser o assassino.
5.   Os   que   foram   apontados   como   assassino   terão   um   tempo   para   se 
defender e justificar porque não matariam aquela determinada pessoa.
57Oficina Telecentros comunitários
6. Faz­se   uma   votação   entre   os   participantes,   que   escolherão   um   dos 
acusados para ser o assassino.
7. O escolhido mostra o seu papel com a letra que recebeu (A ou I).
8. Se for A, o jogo acaba, podendo recomeçar, e se for I, conta­se a história 
novamente até que se descubra quem é o assassino.
Execução do relato das atividades do encontro anterior pelo relator. 
Criação de um documento final da Oficina Telecentros comunitários para ser 
disponibilizado na rede.
Metodologia:  Utilizando­se dos relatos realizados pelos relatores e enviados por 
e­mail à todos os participantes diariamente, realizaremos em conjunto a confecção 
desse documento impresso ou virtual.
Objetivos:  Estimular   a   compreensão   do   Telecentro   como   local   de 
desenvolvimento de diferentes e amplos saberes pessoais e coletivos e disseminar 
essa idéia na rede mundial de computadores. 
Material necessário:  Sala do telecentro, papel sulfite e canetas/lápis para todos 
os participantes.
Desenvolvimento:
1.Forme 4 equipes de 5 pessoas, em um grupo de 20. 
2. Entregue a cada equipe os pápeis e canetas.
3. Explique o objetivo da atividade.
4. Defina 2 encontros para cada equipe, sendo que a equipe que ficar com 
apenas um encontro terá a responsabilidade de integrar o trabalho de todos 
e, assim, criar uma harmonia na atividade.
Exemplo de distribuição: a equipe 01 fica com os encontros 1 e 2, a 
equipe 02 com os encontros 3 e 4, a equipe 03 com o encontro 5 e a equipe 
04 fica com os encontro 6 e 7.
58Oficina Telecentros comunitários
5. As  equipes  terão   um   determinado   tempo   para   coletar   o   material   que   foi 
enviado por e­mail e desenvolver um documento organizado de tudo o que 
foi   realizado   nos   encontros.   Neste   momento,   as   pessoas   poderão 
acrescentar suas visões e enriquecer ainda mais o que já foi feito.
6. Quando   o   trabalho   de   todas   as   equipes   estiver   realizado,   ocorrerá   uma 
apresentação   deste   material   e   uma   unificação   dele   pelo   grupo,   com 
posterior envio à rede.
Finalizar o encontro com a avaliação diária (descrita anteriormente) e 
com um “bate­papo” informal, com o intuito de percepção dos sentimentos dos 
participantes quanto as atividades do dia e de toda a Oficina.
Neste   dia   também,   será   efetuada   a   avaliação   final   (descrita 
anteriormente) da Oficina Telencetros comunitários.
Esta oficina está licenciada em Creative Commons Atribuição ­ Não Comercial ­ 
Compartilhamento Pela mesma Licença 2.5 Brasil, para conteúdos Iguais ou 
Modificados . 
59

Comentários

Precisa de ajuda?

Blog

O blog permite que os membros de um projeto se comuniquem, discutindo e publicando novidades. É um ótimo lugar para compartilhar processos, desafios e explorar ideias.